Isto de trabalhar em casa - ou de morar no escritório - tem muito que se lhe diga. De repente, sou surpreendida por um feriado de que só tenho conhecimento na véspera e por mero acaso, ao despedir-me da auxiliar da escola do meu filho com um "até amanhã" e ouvir, em resposta, "amanhã não, que é feriado". "OI? AMANHÃ É FERIADO?!"
Imaginem isto, repetidamente, em todas as vésperas de feriado. Eu devo passar por pessoa bastante baralhada...Dêem-me o desconto, por favor, que vida de freelancer e feriados não se compadecem!
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31 de outubro de 2016
14 de setembro de 2015
Doutor, preciso de ajuda! #1
Decidi começar uma rubrica ao estilo "consultório" porque há várias questões do foro psicológico que me atormentam. (Cuckoo). Todos temos os nossos "macaquinhos no sótão", portanto das duas uma: ou deixamo-los lá sossegadinhos (a fazer macacadas), ou brincamos com eles. E eu sou pessoa que gosta de lhes dar bananas. Gosto de observar os meus próprios macacos, tentando perceber de onde vêm e como posso conviver com eles, tornando-me numa pessoa melhor resolvida com as minhas "interioridades". Neste espaço, serei paciente e psicóloga de mim mesma. Talvez a psicologia de divã me ajude a analisar objectivamente as "cenas maradas" da minha psique. Ou então não. Seja como for, é como dizem: falar (ou escrever) ajuda. Portanto, vamos a isso. Bloco de notas aberto, divã em posição, caneta a postos... Que comece a terapia!
Sem pretensões freudianas, acho que sou bastante boa a "radiografar" desconhecidos. Consigo, num primeiro olhar, identificar os traços gerais da sua personalidade. E raramente me engano. Ossos do ofício, possivelmente. No exercício da escrita - e do guionismo - tenho de criar personagens, inventando vivências e fragilidades psicológicas. Não basta juntar factos à partida relacionados - "foi maltratado enquanto criança, logo, tornou-se um pai abusivo". Claro que há um conjunto de circunstâncias da vida que influenciam o homem ou a mulher que nos tornamos. Claro! Mas o desafio, quando se criam personagens, está em ir para além do óbvio e do estereótipo. Criar uma personagem de tal forma complexa que pareça ter existência real. Porque as pessoas são complexas. A nossa personalidade não é o espelho das nossas vivências, da nossa infância ou da forma como nos educaram. Somos sempre muito mais que isso. Existe, obviamente, uma boa parte de nós que é influenciada pelas circunstâncias - como e onde crescemos, a nossa estrutura familiar, as amizades que escolhemos, etc. - mas há também um recanto da nossa personalidade (o nosso sótão) que tem vida própria. Daí que sejamos todos diferentes. Daí que os irmãos, criados da mesma forma e com vivências semelhantes, sejam - por vezes - radicalmente diferentes. Pessoas boas e pessoas más nem sempre significam vida privilegiada ou vida difícil. E eu gosto da inversão das probabilidades. Pessoas que constroem o seu próprio sucesso, mesmo tendo nascido numa família miserável. Pessoas bem resolvidas, apesar da ausência de uma estrutura familiar saudável. Ou seja, há sempre um momento nas nossas vidas em que podemos decidir quem queremos ser e para onde queremos ir, por mais ténue ou breve que esse momento seja (às vezes nem damos por ele). Mas ele existe. E é essa possibilidade de escolha (ou livre arbítrio) que nos torna "nós". Personagens na vida que vivemos.
OK, estou a dispersar-me. (Maldito divã!) Tudo isto para vos falar de um hábito meu pelo qual ainda acabo internada no Júlio de Matos! E que hábito é esse, minha gente? Tan tan tan tan... Preparados? Observar pessoas. Estranhos. Mas observar mesmo, de forma obsessiva, com os dois olhinhos pregados neles e os ouvidos bem abertos. Passo a explicar.
Eu adoro - adoro! - sentar-me num banco de jardim, numa esplanada, num café (onde for) a observar as pessoas em redor, prestando atenção às suas conversas no telefone, à discussão que têm com o namorado, à forma como tratam o pai ou a mãe, à maneira como se vestem e comportam... Todos os pormenores contam! E, com base no que vejo ou ouço, traço o perfil desses estranhos (fragilidades psicológicas incluídas), exactamente como faço ao criar as personagens das minhas histórias. Eu sei, é um hábito muito feio! Podia tentar desculpá-lo com o facto de ser "pesquisa" para a minha profissão, mas nem sequer é somente isso. Eu adoro fazê-lo. A questão é: será que isso me torna na "maluquinha que gosta de observar estranhos"?
Sem pretensões freudianas, acho que sou bastante boa a "radiografar" desconhecidos. Consigo, num primeiro olhar, identificar os traços gerais da sua personalidade. E raramente me engano. Ossos do ofício, possivelmente. No exercício da escrita - e do guionismo - tenho de criar personagens, inventando vivências e fragilidades psicológicas. Não basta juntar factos à partida relacionados - "foi maltratado enquanto criança, logo, tornou-se um pai abusivo". Claro que há um conjunto de circunstâncias da vida que influenciam o homem ou a mulher que nos tornamos. Claro! Mas o desafio, quando se criam personagens, está em ir para além do óbvio e do estereótipo. Criar uma personagem de tal forma complexa que pareça ter existência real. Porque as pessoas são complexas. A nossa personalidade não é o espelho das nossas vivências, da nossa infância ou da forma como nos educaram. Somos sempre muito mais que isso. Existe, obviamente, uma boa parte de nós que é influenciada pelas circunstâncias - como e onde crescemos, a nossa estrutura familiar, as amizades que escolhemos, etc. - mas há também um recanto da nossa personalidade (o nosso sótão) que tem vida própria. Daí que sejamos todos diferentes. Daí que os irmãos, criados da mesma forma e com vivências semelhantes, sejam - por vezes - radicalmente diferentes. Pessoas boas e pessoas más nem sempre significam vida privilegiada ou vida difícil. E eu gosto da inversão das probabilidades. Pessoas que constroem o seu próprio sucesso, mesmo tendo nascido numa família miserável. Pessoas bem resolvidas, apesar da ausência de uma estrutura familiar saudável. Ou seja, há sempre um momento nas nossas vidas em que podemos decidir quem queremos ser e para onde queremos ir, por mais ténue ou breve que esse momento seja (às vezes nem damos por ele). Mas ele existe. E é essa possibilidade de escolha (ou livre arbítrio) que nos torna "nós". Personagens na vida que vivemos.
OK, estou a dispersar-me. (Maldito divã!) Tudo isto para vos falar de um hábito meu pelo qual ainda acabo internada no Júlio de Matos! E que hábito é esse, minha gente? Tan tan tan tan... Preparados? Observar pessoas. Estranhos. Mas observar mesmo, de forma obsessiva, com os dois olhinhos pregados neles e os ouvidos bem abertos. Passo a explicar.
Eu adoro - adoro! - sentar-me num banco de jardim, numa esplanada, num café (onde for) a observar as pessoas em redor, prestando atenção às suas conversas no telefone, à discussão que têm com o namorado, à forma como tratam o pai ou a mãe, à maneira como se vestem e comportam... Todos os pormenores contam! E, com base no que vejo ou ouço, traço o perfil desses estranhos (fragilidades psicológicas incluídas), exactamente como faço ao criar as personagens das minhas histórias. Eu sei, é um hábito muito feio! Podia tentar desculpá-lo com o facto de ser "pesquisa" para a minha profissão, mas nem sequer é somente isso. Eu adoro fazê-lo. A questão é: será que isso me torna na "maluquinha que gosta de observar estranhos"?
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12 de agosto de 2015
Momento 'Alta Definição' #2
Não gosto de homens com manga cava.
Não gosto de sandálias com meias (homens e mulheres).
Não gosto de emparelhar e dobrar meias.
Não gosto de pessoas que ocupam o passeio todo (e andam em ziguezague, impedindo que alguém as ultrapasse).
Não gosto de chocolates com recheio de licor.
Não gosto de GPS (prefiro mapas em papel ou digital).
Não gosto de restaurantes cheios.
Não gosto de me atrasar para apanhar o meu filho na creche.
Não gosto do som de facas a cortar cartão (ao nível das unhas em quadro de giz).
Não gosto de trânsito a horas insuspeitas (nem de trânsito a horas de ponta, mas ao menos para este estamos mentalizados).
Não gosto de abacate.
Não gosto de bebidas à temperatura ambiente (excepto água).
Não gosto de veludo.
Não gosto de usar maquilhagem.
Não gosto da minha dificuldade em dizer "não".
Não gosto de batatas fritas com sabores.
Não gosto do meu nariz (batatudo).
Não gosto de beber água da torneira.
Não gosto de trovoada.
Não gosto de débitos directos.
Não gosto de ir para a cama depois de adormecer no sofá.
Não gosto de ouvir pais tratarem os filhos por " você".
[Continua...]
Não gosto de sandálias com meias (homens e mulheres).
Não gosto de emparelhar e dobrar meias.
Não gosto de pessoas que ocupam o passeio todo (e andam em ziguezague, impedindo que alguém as ultrapasse).
Não gosto de chocolates com recheio de licor.
Não gosto de GPS (prefiro mapas em papel ou digital).
Não gosto de restaurantes cheios.
Não gosto de me atrasar para apanhar o meu filho na creche.
Não gosto do som de facas a cortar cartão (ao nível das unhas em quadro de giz).
Não gosto de trânsito a horas insuspeitas (nem de trânsito a horas de ponta, mas ao menos para este estamos mentalizados).
Não gosto de abacate.
Não gosto de bebidas à temperatura ambiente (excepto água).
Não gosto de veludo.
Não gosto de usar maquilhagem.
Não gosto da minha dificuldade em dizer "não".
Não gosto de batatas fritas com sabores.
Não gosto do meu nariz (batatudo).
Não gosto de beber água da torneira.
Não gosto de trovoada.
Não gosto de débitos directos.
Não gosto de ir para a cama depois de adormecer no sofá.
Não gosto de ouvir pais tratarem os filhos por " você".
[Continua...]
11 de agosto de 2015
O lugar a que chamamos CASA
Desde que fui viver para Lisboa, com 17 anos, que passei a ter duas "casas". A casa dos meus pais (curioso como ganha esse estatuto a partir do momento em que saímos de lá) e as casas que fui tendo enquanto imigrante na cidade. Primeiro um quarto na casa do meu tio lisboeta, depois um quarto na residência de estudantes, a que se seguiu um apartamento partilhado com amigas em Arroios, outro apartamento partilhado com as mesmas amigas em Moscavide, um apartamento arrendado a solo no Lumiar, um apartamento arrendado a dois de regresso a Moscavide e, finalmente (por enquanto), um apartamento comprado a dois ainda em Moscavide. No entanto, por muito que tenha repartido moradas ao longo dos anos (nos documentos mantive a casa dos meus pais, até há bem pouco tempo), nunca me senti verdadeiramente "em casa" como me sinto na casa dos meus pais. Não me lembro exactamente do momento em que disse, pela primeira vez, "a casa dos meus pais", mas imagino que tenha soado estranho. Afinal, nos primeiros 17 anos da minha vida, aquela era "a minha casa". Mas será que alguma vez deixou de o ser, apesar da nova nomenclatura? Acho que não. A casa dos meus pais será SEMPRE a minha casa, mesmo que já não seja morada de BI. É isso que sinto quando cá estou, como agora, a passar uns dias.
Acordar com os barulhos de sempre, comer torrada de fogão com cevada ao pequeno-almoço, beber água da fonte, estar pronta para dormir às 21h... Há coisas que só se sentem quando estamos "em casa". And there's no place like home!
6 de agosto de 2015
O preço certo
(Sosseguem que não vou falar do programa do gordo.)
Há uma técnica que uso em todas as compras que faço. Sempre que quero (ou preciso de) comprar alguma coisa, estabeleço, à partida, um tecto máximo: "qual o preço que estou disposta a dar?". E tento manter-me dentro desse limite pré-estabelecido. TENTO, repito, porque há excepções. Ou não fosse eu gaja. E gaja que é gaja sabe que não dá para resistir ao chamamento de algumas coisas quando nos apaixonamos por elas. Adiante. Voltando à regra, e esquecendo a excepção, como é que se define "o preço das coisas"? Porque é que existem calças a 30€ (são raras, mas existem) e outras, aparentemente iguais (mesmo tecido, mesmo corte, etc.), dez vezes mais caras? Tudo se resume à marca. Certo? Para uns, a marca XPTO é importante, para outros o que importa mesmo é dar pouco dinheiro por umas calças. Ora, eu estou - sempre estive - no segundo grupo. Haverá - e há - muita gente no primeiro. Mas tudo bem. Cada um sabe de si. E gostos, assim como carteiras, não se discutem. Até porque há mercado para todos.
Então e se esquecermos a indústria da moda - onde é mais fácil perceber esta questão das marcas e das diferenças de preços entre elas - e nos focarmos na restauração? Porque é que a "sopa de legumes" da Tasca do Chico custa 1,50€ (vamos supor) e a mesma "sopa de legumes" servida num prato de porcelana do Bistro Lisbonense (supondo novamente) custa 5€? O que dita que um "leite creme", feito exactamente com os mesmos ingredientes, custe 2 ou 6€? Mais uma vez, a marca! Ou seja, o posicionamento que determinado restaurante (marca) quer ter no mercado: se quer chamar o zé povinho ou o executivo de topo. E não tem mal nenhum nisto, claro, mas faz-me confusão. Faz-me mesmo muita confusão.
Eu percebo que haja carros que custem casas, que haja casas que custem aviões e por aí fora. Um Opel Corsa não é - nem de longe nem de perto - igual a um Bentley. Assim como uma cave na Amadora não é igual a umas águas furtadas na Lapa. Mas quando as diferenças de preços estão simplesmente associadas à marca, sem quaisquer diferenças na qualidade dos produtos, faz-me imensa confusão. Por exemplo, umas calças de ganga (que não tenham inteligência artificial, banho de ouro ou diamantes incrustados) não deveriam custar mais de 50€. 100€, vá, na pior das hipóteses. Afinal, são SÓ umas calças de ganga (mais ou menos iguais a tantas outras). E é por isso que eu estabeleço o tal "preço que estou disposta a dar pelas coisas". No caso das calças de ganga, são 40€. Se falarmos de um casaco de inverno (bom), talvez já dê 100€. Mas não dou mais de 20€ por um top básico de verão, por exemplo. São estes os "limites" da minha carteira, por um lado, e, por outro, os valores que me parecem justos (independentemente da carteira).
("Ah e tal, se tivesses mais dinheiro, os limites não eram estes..." Óbvio. Mas não andariam muito longe disto. Por uma questão de princípio.)
Para terminar, uma sugestão ao Ministro da Economia: que tal uma Entidade Reguladora dos Preços, que formulasse tabelas de preços para tudo e mais alguma coisa? Preços mínimos e máximos para cada tipo de produto e serviço. TUDO. Desde uma lata de atum a um carro topo de gama. Desde um corte de cabelo a uma viagem à lua. O preço mínimo seria o custo de produção, enquanto o preço máximo poderia considerar uma margem de lucro razoável - 200% em relação ao custo de produção? Algo do género. Se isto era viável do ponto de vista económico? Se as economias conseguiriam prosperar? Não faço a mínima ideia. Mas provavelmente não... Infelizmente, o mundo precisa desta disparidade de preços e marcas. E vai continuar a precisar enquanto houver igual disparidade de salários. Enquanto jogadores de futebol continuarem a ganhar milhões num mês, terão de existir marcas de luxo onde eles possam gastar meia dúzia de tostões. C'est la vie!
[AVISO: A considerar apenas e se eu ganhar o Euromilhões amanhã (fingers crossed). Os meus limites foram alterados para: 80€ por umas calças de ganga, 150€ por um casaco de inverno e 30€ por um top básico de verão. Obrigada.]
Há uma técnica que uso em todas as compras que faço. Sempre que quero (ou preciso de) comprar alguma coisa, estabeleço, à partida, um tecto máximo: "qual o preço que estou disposta a dar?". E tento manter-me dentro desse limite pré-estabelecido. TENTO, repito, porque há excepções. Ou não fosse eu gaja. E gaja que é gaja sabe que não dá para resistir ao chamamento de algumas coisas quando nos apaixonamos por elas. Adiante. Voltando à regra, e esquecendo a excepção, como é que se define "o preço das coisas"? Porque é que existem calças a 30€ (são raras, mas existem) e outras, aparentemente iguais (mesmo tecido, mesmo corte, etc.), dez vezes mais caras? Tudo se resume à marca. Certo? Para uns, a marca XPTO é importante, para outros o que importa mesmo é dar pouco dinheiro por umas calças. Ora, eu estou - sempre estive - no segundo grupo. Haverá - e há - muita gente no primeiro. Mas tudo bem. Cada um sabe de si. E gostos, assim como carteiras, não se discutem. Até porque há mercado para todos.
Então e se esquecermos a indústria da moda - onde é mais fácil perceber esta questão das marcas e das diferenças de preços entre elas - e nos focarmos na restauração? Porque é que a "sopa de legumes" da Tasca do Chico custa 1,50€ (vamos supor) e a mesma "sopa de legumes" servida num prato de porcelana do Bistro Lisbonense (supondo novamente) custa 5€? O que dita que um "leite creme", feito exactamente com os mesmos ingredientes, custe 2 ou 6€? Mais uma vez, a marca! Ou seja, o posicionamento que determinado restaurante (marca) quer ter no mercado: se quer chamar o zé povinho ou o executivo de topo. E não tem mal nenhum nisto, claro, mas faz-me confusão. Faz-me mesmo muita confusão.
Eu percebo que haja carros que custem casas, que haja casas que custem aviões e por aí fora. Um Opel Corsa não é - nem de longe nem de perto - igual a um Bentley. Assim como uma cave na Amadora não é igual a umas águas furtadas na Lapa. Mas quando as diferenças de preços estão simplesmente associadas à marca, sem quaisquer diferenças na qualidade dos produtos, faz-me imensa confusão. Por exemplo, umas calças de ganga (que não tenham inteligência artificial, banho de ouro ou diamantes incrustados) não deveriam custar mais de 50€. 100€, vá, na pior das hipóteses. Afinal, são SÓ umas calças de ganga (mais ou menos iguais a tantas outras). E é por isso que eu estabeleço o tal "preço que estou disposta a dar pelas coisas". No caso das calças de ganga, são 40€. Se falarmos de um casaco de inverno (bom), talvez já dê 100€. Mas não dou mais de 20€ por um top básico de verão, por exemplo. São estes os "limites" da minha carteira, por um lado, e, por outro, os valores que me parecem justos (independentemente da carteira).
("Ah e tal, se tivesses mais dinheiro, os limites não eram estes..." Óbvio. Mas não andariam muito longe disto. Por uma questão de princípio.)
Para terminar, uma sugestão ao Ministro da Economia: que tal uma Entidade Reguladora dos Preços, que formulasse tabelas de preços para tudo e mais alguma coisa? Preços mínimos e máximos para cada tipo de produto e serviço. TUDO. Desde uma lata de atum a um carro topo de gama. Desde um corte de cabelo a uma viagem à lua. O preço mínimo seria o custo de produção, enquanto o preço máximo poderia considerar uma margem de lucro razoável - 200% em relação ao custo de produção? Algo do género. Se isto era viável do ponto de vista económico? Se as economias conseguiriam prosperar? Não faço a mínima ideia. Mas provavelmente não... Infelizmente, o mundo precisa desta disparidade de preços e marcas. E vai continuar a precisar enquanto houver igual disparidade de salários. Enquanto jogadores de futebol continuarem a ganhar milhões num mês, terão de existir marcas de luxo onde eles possam gastar meia dúzia de tostões. C'est la vie!
[AVISO: A considerar apenas e se eu ganhar o Euromilhões amanhã (fingers crossed). Os meus limites foram alterados para: 80€ por umas calças de ganga, 150€ por um casaco de inverno e 30€ por um top básico de verão. Obrigada.]
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27 de julho de 2015
Jantar no colo
Pão de sementes com queijo-creme e salmão fumado. Sumo de abacaxi, hortelã e gengibre. E cerejas (enquanto ainda se encontram à venda).
Adoro jantares "no colo". Este, então, é dos meus preferidos.
23 de julho de 2015
Há dias assim
Há dias assim.
Por muito que o sol brilhe, não nos ilumina.
Estamos cinzentos por dentro.
Duvidamos de tudo, até mesmo de nós.
Na nossa cabeça um único pensamento:
Mais valia termos ficado na cama!
Há dias assim.
Em que nos apetece desistir, largar tudo e ir de férias.
Só o insuportável mau-humor não nos larga.
Há muito que a energia e a criatividade o fizeram.
Maldita a hora em que saímos da cama!
Há dias assim.
Em que o tempo corre e não nos chega!
Mas ainda que chegasse, seria inútil.
Nada de extraordinário se faz em dias assim.
O melhor mesmo é voltarmos para a cama!
Há dias assim.
Em que pensamos demasiado nas coisas.
Fazemos, refazemos e nada do que empreendemos presta.
Mudamos de rumo à toa, perdemos certezas do caminho.
Para que lado fica a cama?
Há dias assim.
Em que somos trapos, e não pessoas.
Seres acéfalos.
Despojos de guerra.
Vamos só ali espojar-nos na cama...
Há dias assim.
Felizmente, são apenas dias.
Sobram-nos semanas, meses e anos.
Para sermos o oposto do que fomos hoje.
Fazermos o que não fizemos hoje.
Acreditarmos no que não acreditámos hoje.
Há dias assim.
Há e, com certeza, haverão muitos mais.
Que ao menos eu esteja de férias.
Para lhes acenar da minha cama de rede.
Inerte, passiva, a ver a banda passar.
Até que esses dias dêem lugar aos outros...
E a vida faça sentido novamente.
[Post com atraso, a propósito do dia de ontem.]
Por muito que o sol brilhe, não nos ilumina.
Estamos cinzentos por dentro.
Duvidamos de tudo, até mesmo de nós.
Na nossa cabeça um único pensamento:
Mais valia termos ficado na cama!
Há dias assim.
Em que nos apetece desistir, largar tudo e ir de férias.
Só o insuportável mau-humor não nos larga.
Há muito que a energia e a criatividade o fizeram.
Maldita a hora em que saímos da cama!
Há dias assim.
Em que o tempo corre e não nos chega!
Mas ainda que chegasse, seria inútil.
Nada de extraordinário se faz em dias assim.
O melhor mesmo é voltarmos para a cama!
Há dias assim.
Em que pensamos demasiado nas coisas.
Fazemos, refazemos e nada do que empreendemos presta.
Mudamos de rumo à toa, perdemos certezas do caminho.
Para que lado fica a cama?
Há dias assim.
Em que somos trapos, e não pessoas.
Seres acéfalos.
Despojos de guerra.
Vamos só ali espojar-nos na cama...
Há dias assim.
Felizmente, são apenas dias.
Sobram-nos semanas, meses e anos.
Para sermos o oposto do que fomos hoje.
Fazermos o que não fizemos hoje.
Acreditarmos no que não acreditámos hoje.
Há dias assim.
Há e, com certeza, haverão muitos mais.
Que ao menos eu esteja de férias.
Para lhes acenar da minha cama de rede.
Inerte, passiva, a ver a banda passar.
Até que esses dias dêem lugar aos outros...
E a vida faça sentido novamente.
[Post com atraso, a propósito do dia de ontem.]
17 de julho de 2015
Cursos, para que vos quero #2
Outro curso que tirei recentemente foi o de Search Marketing Strategies, com foco em SEO (Search Engine Optimization) e SEM (Search Engine Marketing). E porquê? Em primeiro lugar, porque quase todos os anúncios de emprego na área dos conteúdos pedem conhecimentos de marketing digital; depois, porque o marketing faz realmente parte do meu leque de interesses (sendo que, nos tempos que correm, não faz sentido estudar o marketing tradicional sem abordar o digital).
Falando do curso, importa dizer que fiquei completamente viciada nesta coisa das palavras-chave. A premissa fundamental do SEO, para quem não sabe, é a definição de palavras-chave (ou keywords) que melhor caracterizem o nosso negócio/produto/serviço/marca. E como é que isto acontece, na prática?
1. Qualquer profissional de SEO deve começar por fazer um estudo exaustivo de palavras-chave. Quais as palavras que melhor definem a marca/negócio? Quais as palavras pelas quais os utilizadores poderão chegar até à marca/negócio? Quais as palavras que reflectem necessidades dos utilizadores da marca/negócio? Etc., etc., etc. Um bom estudo de palavras-chave deve esgotar todas as possibilidades, do ponto de vista da marca/negócio e do utilizador.
2. A partir do momento em que damos por concluído o nosso estudo, restringimos a centena de palavras-chave a meia-dúzia. Não tem de ser exactamente este o número, mas importa que sejam poucas as palavras-chave. Para que não haja dispersão de conteúdos. Keep It Simple.
3. Finalmente, já com uma mão-cheia de palavras-chave espectaculares, começamos a estruturar toda a nossa comunicação digital (o site, as redes sociais, etc.), fazendo-o de forma pertinente e criativa. Por um lado, queremos aparecer nas primeiras posições do motor de busca, mas também não queremos bombardear os utilizadores com textos sufocados por palavras-chave. Encontrar o equilíbrio entre uma coisa e outra é precisamente o desafio de quem produz os conteúdos - A.K.A. myself.
Idealmente, estes passos (1-2-3) deverão ser feitos antes da criação de uma marca/negócio, para alicerçar bem a casa antes de a construir. No entanto, o que acontece quase sempre é a "reconstrução" da casa, ou seja, marcas/negócios que já têm sites implementados e que querem refazê-los à luz da optimização (afinal, é disso que se trata).
E depois, o que se segue? Partindo do princípio que já temos o nosso site super optimizado, aparecemos nas primeiras posições do Google, a vida corre-nos bem (em teoria)... O que fazer para melhorar os nossos números (tráfego, vendas, visualizações, etc.)? Basicamente, é um processo constante de SEO e SEM, em que o primeiro deve fazer parte da estratégia global do segundo, mas não basta per se. A reestruturação das palavras-chave, consoante estejam a produzir resultados ou não, a medição de resultados pelo Analytics, o investimento em Adwords.. Tudo isso é apenas uma parte das boas práticas de SEM.
É incrível como ainda há tanta gente a usar a internet para fins de negócio sem este conhecimento. E tanta gente (marcas, negócios, projectos, etc.) a subestimar o valor de bons conteúdos. O mais incrível é que tudo isto é relativamente fácil de implementar. Partindo, lá está, de bons conteúdos (sempre!). Se os nossos conteúdos estiverem alinhados com as keywords, bem estruturados e consistentes com os nossos objectivos, é meio caminho andado para entrarmos nos primeiros resultados de busca do Google. Com a importância que isso representa para qualquer marca. E isso toda a gente sabe.
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Diário da mudança
9 de julho de 2015
A única coisa boa à saída de um cabeleireiro...
É o cheirinho a cabelo novo. Hummm. Onde se encontram champôs que cheirem tão bem?! MEU DEUS! Só apetece comer madeixas do nosso próprio cabelo!
[Do resto, nem vale a pena falar. Haverá alguém que saia de um cabeleireiro feliz-da-vida com o seu corte de cabelo novo? Sinceramente, com tanto volume, parece que temos um abat-jour enfiado na cabeça! E até que o volume desapareça e possamos vislumbrar devidamente o novo corte, só depois de alguns dias. É mais ou menos como desempacotar colchões do IKEA, mas ao contrário.]
[Do resto, nem vale a pena falar. Haverá alguém que saia de um cabeleireiro feliz-da-vida com o seu corte de cabelo novo? Sinceramente, com tanto volume, parece que temos um abat-jour enfiado na cabeça! E até que o volume desapareça e possamos vislumbrar devidamente o novo corte, só depois de alguns dias. É mais ou menos como desempacotar colchões do IKEA, mas ao contrário.]
6 de julho de 2015
Cursos, para que vos quero #1
www.edit.com
Já aqui disse que gosto de cursos. Gosto de aprender coisas novas e, acima de tudo, tenho necessidade de conhecer outras áreas de actividade - mais ou menos circundantes à minha - para ter a certeza de que estou a pôr em prática a minha vocação (chamamento divino, missão de vida, you name it!). Sabe-se lá se não tenho em mim uma brilhante designer de moda ou uma proeminente marketeer?
Esta é realmente uma das minhas maiores inquietações: como saber se estamos na área/profissão certa, se não experimentarmos TODAS as possibilidades? OK, é ambicioso (e provavelmente impossível) conseguir fazê-lo em apenas uma vida. Mas... Podemos ao menos restringir a nossa pesquisa com base no que conhecemos bem sobre nós! Eu, por exemplo, sei que gosto de escrever, sou fascinada pelo design e pela estética das coisas e não me imagino numa profissão totalmente desprovida de criatividade. A partir desse ponto, já é exequível traçar um círculo de interesses mais restrito (ainda que imensamente variado). Mas... E depois? Como concretizar a "prospecção de mercado"?
Os cursos rápidos, ou workshops, são provavelmente a maneira mais fácil. No entanto, nem toda a gente tem o tempo e o dinheiro necessários para andar por aí a experimentar cursos - como quem experimenta roupa num provador de loja. Ainda que a oferta seja variada, de preços e horários, continua a não ser acessível a toda a gente. No meu caso, tento sempre encontrar um curso minimamente barato, mas que tenha alguma profundidade de conteúdos (e isso vê-se na relação programa-carga horária). Por exemplo, não me interessa nada dar 50€ por um workshop de 2 horas em marketing digital - porque sei que não vou aprender o suficiente sobre o assunto -, mas talvez dê esse dinheiro por um workshop de cupcakes com a mesma carga horária. Apesar de o meu desconhecimento ser exactamente igual em ambas as matérias, parece-me óbvio que a última é mais facilmente apreendida em pouco tempo. Depois há outro factor a considerar: o jeito que, à partida, pensamos ter para a coisa. Por que haveria eu de inscrever num workshop de desenho avançado ou de pintura se os rabiscos do meu filho são melhores que os meus? Há que ter muita noção do que queremos e do que se adapta a nós, antes de investirmos as nossas poupanças em cursos e workshops!
Isto para vos dizer que fiz um workshop de fim-de-semana em Content Marketing. E porquê Content Marketing? Sendo eu uma criadora de conteúdo, parece-me útil aliar essa capacidade a alguns conhecimentos de marketing. Sobretudo porque tenho planos para lançar um projecto online e zero dinheiro para investir. Logo, terei de ser eu, solo, a fazer o papel de uma equipa inteira. O que não me chateia nada, diga-se de passagem. Pelo menos, no que ao marketing e ao design diz respeito. Porque se falarmos de gestão e contabilidade, a coisa muda de figura. Lá está, não me parece que tenha jeito para matérias que envolvam números, mas com isso preocupo-me depois.
Para já, o que dizer do curso de Content Marketing? Achei que tem tudo a ver comigo. Vejo-me perfeitamente a trabalhar nessa área. Entendo os conceitos e as premissas-base. E não posso dizer que tenha aprendido algo absolutamente novo, mas tive boas ideias, conheci pessoas com competências parecidas ou radicalmente diferentes e acrescentei uma experiência ao currículo e vários estímulos à criatividade.
Se valeu a pena, tendo em conta a relação qualidade-preço? Para mim, com certeza. Para outras pessoas, talvez não. E porquê? Porque todos temos percepções diferentes daquilo que consideramos investimentos. No meu caso, sou capaz de passar meses a "chorar" uma roupa ou uns sapatos (que não deixam de ser investimentos, em nós e na nossa aparência), mas dou por bem empregue o meu dinheiro em cursos e viagens (com as devidas excepções, claro). Dizendo a mesma coisa através de conceitos de marketing (cof cof): roupas e sapatos não fazem parte do meu mindset, enquanto cursos e viagens estão no meu top of mind.
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3 de julho de 2015
Momento 'Alta Definição'
Não gosto de acordar cedo (quem gosta?).
Não gosto de cabelos espalhados pela casa (meus ou dos outros).
Não gosto de fazer a depilação (mas tem de ser!).
Não gosto de horários ao fim-de-semana.
Não gosto de favas.
Não gosto de caracóis (só no cabelo).
Não gosto de chicos-espertos.
Não gosto de injustiças.
Não gosto de ter a casa desarrumada.
Não gosto que me digam "estás mais gordinha" (quem gosta?).
Não gosto (da obrigação) de fazer o jantar.
Não gosto de fazer dieta.
Não gosto de gastar balúrdios no dentista.
Não gosto de praia no verão.
Não gosto de temperaturas acima dos 30 graus.
Não gosto de ser branquinha, mas também não gosto de me bronzear.
Não gosto das birras do meu filho.
Não gosto de filmes de terror.
Não gosto de experimentar roupa nas lojas (especialmente calças).
Não gosto que os dias passem a correr.
Não gosto de passar a ferro (detesto mesmo!).
Não gosto de não gostar de desporto.
Não gosto de não gostar de legumes e saladas.
Não gosto de gostar de doces e sobremesas.
Não gosto de ser baixinha.
Não gosto de ter tendência para engordar.
Não gosto de melgas.
Não gosto de répteis.
Não gosto de me ver nas fotografias.
Não gosto de burocracias e serviços públicos (já o disse).
Não gosto de conduzir outros carros que não o meu.
Não gosto de parques subterrâneos em caracol (me-do).
Não gosto de folhos.
Não gosto de bijutaria brilhante.
Não gosto de jóias.
Não gosto de perfumes doces.
Não gosto de meter a loiça na máquina.
Não gosto de pilhas de loiça por lavar.
Não gosto de morar num 3º andar sem elevador.
Não gosto de conversa de circunstância.
Não gosto de fazer amizades (forçadas) em viagens.
Não gosto de não fazer todas as viagens que gostaria.
Não gosto de fazer viagens com dinheiro contado.
Não gosto da frase 'o dinheiro não traz felicidade'.
Não gosto de pessoas irresponsáveis.
Não gosto de chegar atrasada.
Não gosto do Novo Acordo Ortográfico (e nunca gostarei).
Não gosto de notícias sobre política.
Não gosto de sushi.
Não gosto das empregadas de loja que estão sempre em cima de nós.
Não gosto de centros comerciais cheios.
Não gosto de marketing por telefone.
Não gosto de vendas porta-a-porta.
Não gosto de pagar os sacos de supermercado.
Não gosto de andar carregada com sacos sempre que vou ao supermercado.
Não gosto da confusão dos saldos.
Não gosto de débitos directos.
Não gosto das taxas que os bancos cobram por tudo e por nada.
Não gosto de bancos.
Não gosto de pessoas que pedem para passar à frente porque têm poucas compras.
Não gosto de fazer compras no MiniPreço (mas faço).
Não gosto de água na cara durante o duche.
Não gosto de banhos de água fria (nem mesmo no verão).
Não gosto quando o gás acaba.
Não gosto de não dormir a pensar em trabalho.
Não gosto das greves de metro a torto e a direito.
[Continua...]
Não gosto de cabelos espalhados pela casa (meus ou dos outros).
Não gosto de fazer a depilação (mas tem de ser!).
Não gosto de horários ao fim-de-semana.
Não gosto de favas.
Não gosto de caracóis (só no cabelo).
Não gosto de chicos-espertos.
Não gosto de injustiças.
Não gosto de ter a casa desarrumada.
Não gosto que me digam "estás mais gordinha" (quem gosta?).
Não gosto (da obrigação) de fazer o jantar.
Não gosto de fazer dieta.
Não gosto de gastar balúrdios no dentista.
Não gosto de praia no verão.
Não gosto de temperaturas acima dos 30 graus.
Não gosto de ser branquinha, mas também não gosto de me bronzear.
Não gosto das birras do meu filho.
Não gosto de filmes de terror.
Não gosto de experimentar roupa nas lojas (especialmente calças).
Não gosto que os dias passem a correr.
Não gosto de passar a ferro (detesto mesmo!).
Não gosto de não gostar de desporto.
Não gosto de não gostar de legumes e saladas.
Não gosto de gostar de doces e sobremesas.
Não gosto de ser baixinha.
Não gosto de ter tendência para engordar.
Não gosto de melgas.
Não gosto de répteis.
Não gosto de me ver nas fotografias.
Não gosto de burocracias e serviços públicos (já o disse).
Não gosto de conduzir outros carros que não o meu.
Não gosto de parques subterrâneos em caracol (me-do).
Não gosto de folhos.
Não gosto de bijutaria brilhante.
Não gosto de jóias.
Não gosto de perfumes doces.
Não gosto de meter a loiça na máquina.
Não gosto de pilhas de loiça por lavar.
Não gosto de morar num 3º andar sem elevador.
Não gosto de conversa de circunstância.
Não gosto de fazer amizades (forçadas) em viagens.
Não gosto de não fazer todas as viagens que gostaria.
Não gosto de fazer viagens com dinheiro contado.
Não gosto da frase 'o dinheiro não traz felicidade'.
Não gosto de pessoas irresponsáveis.
Não gosto de chegar atrasada.
Não gosto do Novo Acordo Ortográfico (e nunca gostarei).
Não gosto de notícias sobre política.
Não gosto de sushi.
Não gosto das empregadas de loja que estão sempre em cima de nós.
Não gosto de centros comerciais cheios.
Não gosto de marketing por telefone.
Não gosto de vendas porta-a-porta.
Não gosto de pagar os sacos de supermercado.
Não gosto de andar carregada com sacos sempre que vou ao supermercado.
Não gosto da confusão dos saldos.
Não gosto de débitos directos.
Não gosto das taxas que os bancos cobram por tudo e por nada.
Não gosto de bancos.
Não gosto de pessoas que pedem para passar à frente porque têm poucas compras.
Não gosto de fazer compras no MiniPreço (mas faço).
Não gosto de água na cara durante o duche.
Não gosto de banhos de água fria (nem mesmo no verão).
Não gosto quando o gás acaba.
Não gosto de não dormir a pensar em trabalho.
Não gosto das greves de metro a torto e a direito.
[Continua...]
2 de julho de 2015
O pequeno-almoço em hotéis
É toda uma outra história. Há lá coisa mais maravilhosa que acordar - depois de uma noite em cama King Size - e ter à nossa disposição um leque variado de sumos, frutas, charcutaria e pães frescos?
Era menina para acampar na sala de buffet dos hotéis. Ah, era! Aliás, fazia melhor e mudava-me para lá, qual Beatriz Costa. E passava o resto da minha vida a tomar o pequeno-almoço "em casa", imiscuída entre os hóspedes de camisa de noite e robe de cetim.
Era menina para acampar na sala de buffet dos hotéis. Ah, era! Aliás, fazia melhor e mudava-me para lá, qual Beatriz Costa. E passava o resto da minha vida a tomar o pequeno-almoço "em casa", imiscuída entre os hóspedes de camisa de noite e robe de cetim.
25 de junho de 2015
Estar constipada em Junho
É como a moda dos pêlos das axilas pintados.
NÃO, obrigada! Mas temos de aprender a viver com isso...
Imagem: Roxie Hunt (impulsionadora do movimento Free Your Pits e autora do blogue howtohairgirl.com)
NÃO, obrigada! Mas temos de aprender a viver com isso...
Etiquetas:
Coisas minhas,
Haja paciência!,
Insólito
19 de junho de 2015
Fontes de inspiração
Ainda agora encontrei "a" fonte para um projecto (gráfico) que - espero - venha a dar muitos e bons frutos. Chama-se Prism Font.
dafont.com
17 de junho de 2015
A minha carta para 2025
Lisboa, 17 de Junho de 2015
Querida S.,
espero que te encontres bem em 2025. E com "bem" quero dizer: espero que não estejas tão balofa como há 10 anos atrás. Lembra-te que o teu peso ideal está entre os 55 e os 60 kg. Com "bem" quero também dizer: espero que o teu peito continue razoavelmente firme, caso contrário já deverias ter tratado disso. E, finalmente, o meu conceito de "bem" implica obrigatoriamente a realização de TODAS as condições abaixo enumeradas.
Que tenhas um trabalho que adores e te recompense justamente.
Que, graças à estabilidade financeira, tenhas comprado a vivenda com jardim que há tanto tempo ambicionas.
Que o João, agora com 11 anos, já tenha uma irmã e que ambos sejam imensamente felizes. E saudáveis.
Que tu e o H. continuem juntos e felizes. E saudáveis.
Que tenhas encontrado um hobbie que te apaixone e preencha os teus tempos livres.
Que consigas ter tempos livres.
Que faças, pelo menos, duas viagens por ano. Uma a dois e outra em família.
Que acordes todos os dias com um sorriso nos lábios.
E é só. Como vês, querida S., tenho muito a fazer para que tu possas ter tudo isto. Perdoa-me por não me alongar mais, mas tenho de ir ali fazer uma caminhada. E é por ti que o faço. Para que sejas uma quarentona enxuta e feliz.
Beijinhos,
Tu com 31 anos
16 de junho de 2015
Querido, mudei os dentes!
Lembram-se da minha lista de mudança? Em segundo lugar nessa lista coloquei a necessidade de arranjar os dentes, para um sorriso "à la Paulo Portas". Passo o exagero da comparação, porque o que eu quero mesmo é um sorriso bonito, e não um sorriso "de catálogo", que fere a vista de tão artificial!
Bom, eu nem sequer precisaria incluir os meus dentes na lista de mudança se fosse uma pessoa atinada com as questões da saúde e dos dentes em particular. Mas, por mea culpa, faço parte daquele grupo de pessoas que só vai ao médico quando tem mesmo de ser, e quanto menos vezes melhor. Exames de rotina é mentira. Nunca fiz um check-up na vida. E contam-se pelos dedos das mãos as vezes que fui ao ginecologista (e atenção que já tive um filho!). Enfim, sou uma nódoa no que diz respeito a cuidar de mim e a prevenir para não remediar.
Se bem me lembro, já deveria ter uns 13 ou 14 anos quando comecei a ir ao dentista. Na aldeia, o único médico onde se ia com regularidade era o de família (quando essa figura ainda acompanhava o crescimento das crianças). Todas as outras especialidades só eram consultadas em último recurso, para um tratamento reactivo, em vez de preventivo. Portanto, ao dentista ia-se sempre que apareciam as dores de dentes. E foi provavelmente por esse motivo, não me recordo, que pisei pela primeira vez o consultório de um dentista, já na adolescência. Como na altura não existiam os cheques-dentista (e apesar de hoje existirem, também nunca vi nenhum!), pagava-se um balúrdio por cada consulta - e mais ainda pelos tratamentos. Ora, como o dinheiro já me saía do bolso - porque trabalhava nas férias e recebia uma compensação anual por tocar na banda filarmónica - eu achava um sacrilégio pagar tanto para arranjar os dentes! Ainda por cima, ninguém ia ver. Não era uma camisola nova ou uns ténis de marca que podia exibir na escola... Então qual a minha estratégia para poupar uns trocos? Sempre que o dentista me diagnosticava uma cárie e perguntava se queria tratar ou arrancar (por incrível que pareça, a opção de "arrancar" era-me dada), eu indagava os preços das várias opções. E escolhia a que fosse mais barata. Conclusão: era sempre arrancar! O que significa que, graças à forretice inconsciente da adolescência (e à falta de ética do dentista), fiquei sem três dentes. Vá lá, vá lá, que a coisa podia ter corrido pior! (Felizmente, herdei a dentição do lado paterno, porque a minha mãe usa placa desde que me lembro.)
Olhando para trás, não consigo perceber o que me passava pela cabeça. Sinceramente. Será que eu não imaginava que os dentes me fossem fazer falta no futuro? E o dentista (ou talhante), como é que permite que uma miúda decida arrancar os dentes quando há hipótese de tratamento? A verdade é que permitiu! E sem sequer me alertar para as consequências da minha decisão. Basicamente, além de ficar sem aqueles três dentes A VIDA TODA, ainda corria o risco de perder todos os outros dentes, já que os malandros tendem a ocupar os espaços vazios continuadamente, até ao dia em que se desprendem da raiz e caem.
Quando, há coisa de três anos, uma dentista me disse que, se eu não colocasse implantes, os meus dentes corriam o risco de cair... Caiu-me tudo! Especialmente na altura em que ela mencionou o orçamento. Cerca de 3000€, só para os implantes e as coroas. Muito mais do que eu teria gasto, na adolescência, se tivesse feito as coisas como deve ser. Ah, se o arrependimento matasse! Anyway. Essa mesma dentista - que quebrou a imagem negativa que eu tinha de TODOS os dentistas - também me disse que eu sofria de mordida cruzada (uma maleita que pode causar, entre outras coisas, deslocamento da mandíbula) e que precisava, por isso, de usar aparelho. O mesmo aparelho que serviria, qual coelho e duas cajadadas, para endireitar os dentes "ocupas" e abrir os espaços para a colocação dos implantes. Orçamento para o aparelho e respectiva manutenção: outros 3000€ (mais coisa, menos coisa). Fiquei assoberbada com tantos zeros no orçamento, mas decidi que estava na altura de fazer as coisas como deve ser. E se esse era o preço a pagar pelos erros do passado, paciência... Siga para bingo!
Usei aparelho durante 2 anos, até final do ano passado. Neste momento, uso uma contenção amovível para dormir e aguardo a fase II dos implantes. Sim, porque entretanto iniciei o processo, há quase 1 mês, com a colocação dos parafusos que vão suportar as coroas. Confesso que fui para a consulta cheia de medo. Afinal, não é todos os dias que nos furam o osso do maxilar para lá enfiar parafusos de titânio! Mas com umas boas doses de anestesia e a paciência incrível do Dr. Fernando - o dentista que me fez os implantes e que recomendo vivamente, se alguém me perguntar! - não custou nada (ou quase nada, vá).
Quanto aos próximos passos da minha "remodelação" dentária, falta-me fazer:
- um branqueamento, porque nunca fiz e estou a precisar (já que investi tanto tempo e dinheiro, ao menos que fique tudo nos conformes);
- e a colocação das coroas (um procedimento bastante simples, pelo que percebi, mas que só pode ser feito 2 a 3 meses depois da colocação dos implantes).
Se tudo correr bem, daqui a uns meses serei uma versão mais sorridente de mim própria :)
15 de junho de 2015
Mini-break de Santo António, mas não de São João!
Regressámos ontem a
Lisboa, de onde saímos na 4ª feira para uns dias de descanso (?!) no norte. Foi assim que comemorámos o Santo António, a 300 km do seu epicentro. Na verdade, pr'aí desde 2008 que "fugimos" dos arraiais alfacinhas. Por ser muita confusão, demasiada gente confinada em ruas estreitas, e porque raramente se consegue apreciar devidamente as sardinhas (primeiro espera-se por uma mesa, depois que a comida nos chegue ao prato... E o Manoel de Oliveira já fez filmes mais curtos!). É sempre a mesma coisa. Mesmo assim, ano após ano, sinto-me tentada a voltar. Talvez para me apaixonar novamente. Ou para dar o benefício da dúvida à tradição. Mas passam os arraiais, murcham os manjericos, e eu arranjo sempre outros planos para os feriados. O facto de estarem tão juntinhos, o de 10 e o de 13, é o pretexto ideal para uma escapadinha. Desta vez fomos ao norte, "obrigados" por uma mão-cheia de avós, tios e primos que reclamava por já não ver o João há mais de 2 meses. Foi o tempo de lhe crescerem 3 dentes, de dar os primeiros passos e aprender habilidades como palminhas, beijinhos, tchau-tchau, "já tá", "olá", "tété", "papá" e "mamã".
É verdade que as idas ao norte são radicalmente diferentes agora, que o João existe. A logística é maior. O carro, que dantes ia vazio para lá e cheio para cá, agora vai atafulhado com a tralha dele. As viagens passaram a fazer-se em horas estratégicas, que evitem o calor e potenciem as sestas. Porque se ele não dorme, os pais dão em malucos antes do quilómetro 50! E nem pensar em fazer o caminho pela nacional, como antigamente, em modo passeio. O rigor dos horários e a impaciência do João dentro de um carro fizeram da A1 a nossa melhor amiga! No entanto, apesar de tudo isto, as viagens ao norte são mais importantes agora, que o João existe. Porque fazemos questão que toda a família acompanhe o seu crescimento, na medida do possível (e do que a distância permite), ao mesmo tempo que queremos manter a ligação dele às raízes dos pais (campo do lado da mãe e praia do lado do pai).
Rumámos ao norte na 4ª feira de manhã bem cedinho, pela fresca. Ainda não eram 8h30. A primeira queixa do petiz aconteceu antes da área de serviço de Aveiras. Decidimos que era muito cedo para parar e conseguimos "entretê-lo" até à estação de serviço de Santarém. Nessa altura, parecia que estávamos no carro há um dia inteiro. Passava pouco das 9h. As excursões de crianças que seguiam para Fátima formavam filas intermináveis para a casa-de-banho e para a cafetaria, tornando mais difícil a nossa tarefa de fazer uma paragem rápida. Esperámos 20 minutos para comprar um iogurte. Demos o lanche ao João e voltámos para o carro. Assim que tentámos sentá-lo na cadeirinha, recomeçaram as queixas. Voltámos à estrada entre queixumes. Parámos na área de serviço seguinte, só para que eu passasse para o banco de trás. Lá consegui entretê-lo durante o resto da viagem. A custo de uma valente dor de cabeça. Chegámos ao destino pouco depois das 11h. Que alívio! Mais uma vez, o João portou-se como se regressasse à sua segunda casa. Não estranhou ninguém. Ao menos isso!
Ultrapassadas as primeiras dificuldades, as próximas tiveram que ver com adaptar os hábitos do João a um novo sítio, com rotinas diferentes. As refeições dele faziam-se antes das nossas, com a dificuldade acrescida de planear comida só para ele. As sestas faziam-se quando sossegava o barulho do entra-e-sai de uma casa cheia de gente. E as brincadeiras confinavam-se ao interior, já que o São Pedro resolveu brindar-nos com um tempo digno dos últimos meses do calendário. Para ajudar à festa, o casaco tinha ficado esquecido em Lisboa e a mala ia cheia de calções e t-shirts, completamente inúteis para a chuva e o frio que nos apanharam de surpresa. Vá lá que tinham seguido uns ténis, umas calças e algumas camisolas finas, por precaução.
A partida do São Pedro arruinou as nossas intenções de passear, mas foi apenas a cereja no topo do bolo. O bolo, ou melhor, o "santo" que realmente ditou o fiasco do nosso mini-break tem por nome São João. O santo da casa que não faz milagres. Como dormir tranquilamente a noite toda. Esse, sim, era um milagre que teria dado muiiiito jeito. Mas não. As noites fora de casa são sempre, SEMPRE, um stress! Nós, pais ingénuos, acreditamos que o cenário vai mudar a cada nova escapadinha. Que agora é que vai ser. Que o João vai habituar-se na segunda noite. Que a vida é linda e o algodão doce não engorda. Pois! A realidade atinge-nos na primeira noite e massacra-nos em todas as seguintes. O sono agitado, o choro a cada 30 minutos, os nossos palavrões abafados pela almofada, o despertar às 5h30 da manhã (mais coisa, menos coisa)... E lá andamos nós, pais ingénuos, feitos zombies. Num fim-de-semana que deveria ter sido de descanso e foi tudo menos isso!
Conclusão: foi um alívio regressar à rotina. Pelo menos em casa, as noites são ligeiramente melhor dormidas - e já não se esperam milagres! Esperam-se, sim, umas férias a sério. Sem Santos, sem mau tempo e sem João!
É verdade que as idas ao norte são radicalmente diferentes agora, que o João existe. A logística é maior. O carro, que dantes ia vazio para lá e cheio para cá, agora vai atafulhado com a tralha dele. As viagens passaram a fazer-se em horas estratégicas, que evitem o calor e potenciem as sestas. Porque se ele não dorme, os pais dão em malucos antes do quilómetro 50! E nem pensar em fazer o caminho pela nacional, como antigamente, em modo passeio. O rigor dos horários e a impaciência do João dentro de um carro fizeram da A1 a nossa melhor amiga! No entanto, apesar de tudo isto, as viagens ao norte são mais importantes agora, que o João existe. Porque fazemos questão que toda a família acompanhe o seu crescimento, na medida do possível (e do que a distância permite), ao mesmo tempo que queremos manter a ligação dele às raízes dos pais (campo do lado da mãe e praia do lado do pai).
Rumámos ao norte na 4ª feira de manhã bem cedinho, pela fresca. Ainda não eram 8h30. A primeira queixa do petiz aconteceu antes da área de serviço de Aveiras. Decidimos que era muito cedo para parar e conseguimos "entretê-lo" até à estação de serviço de Santarém. Nessa altura, parecia que estávamos no carro há um dia inteiro. Passava pouco das 9h. As excursões de crianças que seguiam para Fátima formavam filas intermináveis para a casa-de-banho e para a cafetaria, tornando mais difícil a nossa tarefa de fazer uma paragem rápida. Esperámos 20 minutos para comprar um iogurte. Demos o lanche ao João e voltámos para o carro. Assim que tentámos sentá-lo na cadeirinha, recomeçaram as queixas. Voltámos à estrada entre queixumes. Parámos na área de serviço seguinte, só para que eu passasse para o banco de trás. Lá consegui entretê-lo durante o resto da viagem. A custo de uma valente dor de cabeça. Chegámos ao destino pouco depois das 11h. Que alívio! Mais uma vez, o João portou-se como se regressasse à sua segunda casa. Não estranhou ninguém. Ao menos isso!
Ultrapassadas as primeiras dificuldades, as próximas tiveram que ver com adaptar os hábitos do João a um novo sítio, com rotinas diferentes. As refeições dele faziam-se antes das nossas, com a dificuldade acrescida de planear comida só para ele. As sestas faziam-se quando sossegava o barulho do entra-e-sai de uma casa cheia de gente. E as brincadeiras confinavam-se ao interior, já que o São Pedro resolveu brindar-nos com um tempo digno dos últimos meses do calendário. Para ajudar à festa, o casaco tinha ficado esquecido em Lisboa e a mala ia cheia de calções e t-shirts, completamente inúteis para a chuva e o frio que nos apanharam de surpresa. Vá lá que tinham seguido uns ténis, umas calças e algumas camisolas finas, por precaução.
A partida do São Pedro arruinou as nossas intenções de passear, mas foi apenas a cereja no topo do bolo. O bolo, ou melhor, o "santo" que realmente ditou o fiasco do nosso mini-break tem por nome São João. O santo da casa que não faz milagres. Como dormir tranquilamente a noite toda. Esse, sim, era um milagre que teria dado muiiiito jeito. Mas não. As noites fora de casa são sempre, SEMPRE, um stress! Nós, pais ingénuos, acreditamos que o cenário vai mudar a cada nova escapadinha. Que agora é que vai ser. Que o João vai habituar-se na segunda noite. Que a vida é linda e o algodão doce não engorda. Pois! A realidade atinge-nos na primeira noite e massacra-nos em todas as seguintes. O sono agitado, o choro a cada 30 minutos, os nossos palavrões abafados pela almofada, o despertar às 5h30 da manhã (mais coisa, menos coisa)... E lá andamos nós, pais ingénuos, feitos zombies. Num fim-de-semana que deveria ter sido de descanso e foi tudo menos isso!
Conclusão: foi um alívio regressar à rotina. Pelo menos em casa, as noites são ligeiramente melhor dormidas - e já não se esperam milagres! Esperam-se, sim, umas férias a sério. Sem Santos, sem mau tempo e sem João!
8 de junho de 2015
As conversas são como...
Créditos da imagem: thewicked noodle.com
Embora, hummmmm, por agora, uh hum, não me apeteça nada... hummmm... mas mesmo nada... hummm... falar!
2 de junho de 2015
Biografias em emoji
A MAD Magazine tem uma rubrica intitulada "Emoji Biographies", onde retrata as vidas de celebridades através dos bonequinhos mais famosos da internet. Bruce Jenner (entretanto Caitlyn) tem a seguinte composição biográfica:
É normal que isto seja um resumo altamente vago da vida dele/a. Ainda assim, acho que falta uma referência concreta às Kardashians (a televisão não chega). Criadores de emojis que estais no ciberespaço, façam lá o enorme favor à Humanidade e criem um emoji kardashiano. Espanta-me que ainda não o tenham feito, afinal a execução é bastante simples: uma mulher com rabo generoso e o telemóvel em posição de selfie. Nada mais literal. Só faltava ter "Kardashian" escrito na testa!
Quanto a desejos para o futuro:
E é isto. Para bom entendedor, meio emoji basta!
25 de maio de 2015
Inconformados anónimos
Olá. O meu nome é Susana e estou decidida a mudar de vida. Mas isso vocês já sabem. Vamos ao que ainda não sabem: quem sou eu e de onde venho? Nasci no distrito de Viseu, mas vivo há mais de 10 anos em Lisboa. Foi para esta cidade que vim estudar, antes mesmo de ter idade para tirar a carta de condução. Jornalismo foi o curso que escolhi, embora nunca tenha chegado a exercer. Em vez disso, tive a felicidade de abraçar outros desafios relacionados com a escrita, aquilo que sempre me moveu e apaixonou. Trabalhei em algumas produtoras de televisão, numa empresa de livros personalizados, tive outros trabalhos pelo meio, quase sempre a recibos verdes... Até que, há bem pouco tempo, fui mais uma
"vítima" da crise e fiquei desempregada.
Dizem que estas situações são um empurrão para quem quer mudar de vida. E eu há muito que queria. Não por não gostar do que fazia, nada disso. Mas porque sempre preferi escrever sem pressões e deadlines, ao invés de o fazer "das 9h às 18h" (ou, mais próximo da realidade, "das 8h às 20h"). Além disso, a instabilidade associada à profissão de argumentista, com a inevitabilidade dos recibos verdes, nunca me permitiu fazer planos a longo prazo. Comprar uma casa, ter um filho, construir uma vida mais estável com o namorado de anos... Todas estas coisas, que não eram prioridades, passaram a sê-lo com a aproximação dos 30. E assim começou a minha vontade de mudar de vida. No início de 2013, tomei a primeira decisão nesse sentido: abdiquei de boa parte do ordenado e aceitei um contrato sem termo, em substituição dos recibos verdes. Graças a essa decisão, pude fazer "check" em alguns pontos da minha lista: comprei casa com o namorado, engravidei do primeiro filho e pude usufruir da licença de maternidade (um direito que os falsos recibos verdes já têm, mas que no meu tempo era utopia). Basicamente, foram 2 anos de conquistas, tanto a nível pessoal como profissional. No entanto, o que é bom acaba depressa e as más notícias chegaram pouco depois do final da minha licença de maternidade: a produtora teria de encerrar um dos escritórios, aquele onde eu trabalhava, e despedir todos os colaboradores. Assim foi. No fundo, e por incrível que pareça (para quem já tinha uma prestação da casa para pagar e um filho de meses para sustentar), o sentimento foi de alívio. Estava na hora de mudar.
Desde essa altura, passaram-se alguns meses. Na minha cabeça, a mudança já é uma realidade. Na prática, however, não faço qualquer ideia do que vou fazer. Tenho apenas uma certeza: serei mais feliz a escrever como hobby, sem pressões, deadlines, imposições... E sem um ordenado no final do mês, subentenda-se. O que me leva a concluir algo tão simples como: se a escrita passar a hobby, isso significa que terei de encontrar outra profissão/actividade remunerada. A grande questão é: QUAL? O jornalismo que nunca exerci?
Sem excluir a hipótese de trabalhar finalmente como jornalista, tenho à partida uma enorme reticência: o estágio de 12 meses obrigatório para conseguirmos a carteira profissional. Segunda reticência: para quê sair de uma área em crise para me meter noutra igualmente má ou pior? Além disso, desapaixonei-me pelo jornalismo durante o curso e seria preciso uma excelente primeira experiência para voltar a apaixonar-me. Quem conhece os meandros do jornalismo, sabe que as coisas não estão fáceis. Mesmo que eu aceitasse um estágio de 12 meses, teria de haver um jornal ou revista (sim, porque não me imagino na rádio ou na televisão) a dar-me uma oportunidade. A julgar pela falta de respostas ao envio do meu currículo, e também pelo tipo de anúncios que vão aparecendo, parece-me que o mercado está melhor para os recém-licenciados. Provavelmente por serem cordeirinhos mais obedientes numa altura em que o pastor não está para se chatear com ovelhas que tenham algum sentido crítico (fundamentado pela experiência profissional e de vida). Who knows?
Jornalismo ou não, a minha próxima profissão/actividade remunerada terá de incluir o factor criatividade - o acto de criar, a possibilidade de dar forma a ideias, a capacidade de inovar... Essa - seja ela qual for - é a profissão para mim! E, com isto, já delimitámos bastante o universo laboral. Neste momento já só tenho pr'aí umas 5324 profissões por onde escolher. Acho que talvez dê jeito um daqueles testes de aptidão profissional que se fazem no secundário.
Dizem que estas situações são um empurrão para quem quer mudar de vida. E eu há muito que queria. Não por não gostar do que fazia, nada disso. Mas porque sempre preferi escrever sem pressões e deadlines, ao invés de o fazer "das 9h às 18h" (ou, mais próximo da realidade, "das 8h às 20h"). Além disso, a instabilidade associada à profissão de argumentista, com a inevitabilidade dos recibos verdes, nunca me permitiu fazer planos a longo prazo. Comprar uma casa, ter um filho, construir uma vida mais estável com o namorado de anos... Todas estas coisas, que não eram prioridades, passaram a sê-lo com a aproximação dos 30. E assim começou a minha vontade de mudar de vida. No início de 2013, tomei a primeira decisão nesse sentido: abdiquei de boa parte do ordenado e aceitei um contrato sem termo, em substituição dos recibos verdes. Graças a essa decisão, pude fazer "check" em alguns pontos da minha lista: comprei casa com o namorado, engravidei do primeiro filho e pude usufruir da licença de maternidade (um direito que os falsos recibos verdes já têm, mas que no meu tempo era utopia). Basicamente, foram 2 anos de conquistas, tanto a nível pessoal como profissional. No entanto, o que é bom acaba depressa e as más notícias chegaram pouco depois do final da minha licença de maternidade: a produtora teria de encerrar um dos escritórios, aquele onde eu trabalhava, e despedir todos os colaboradores. Assim foi. No fundo, e por incrível que pareça (para quem já tinha uma prestação da casa para pagar e um filho de meses para sustentar), o sentimento foi de alívio. Estava na hora de mudar.
Desde essa altura, passaram-se alguns meses. Na minha cabeça, a mudança já é uma realidade. Na prática, however, não faço qualquer ideia do que vou fazer. Tenho apenas uma certeza: serei mais feliz a escrever como hobby, sem pressões, deadlines, imposições... E sem um ordenado no final do mês, subentenda-se. O que me leva a concluir algo tão simples como: se a escrita passar a hobby, isso significa que terei de encontrar outra profissão/actividade remunerada. A grande questão é: QUAL? O jornalismo que nunca exerci?
Sem excluir a hipótese de trabalhar finalmente como jornalista, tenho à partida uma enorme reticência: o estágio de 12 meses obrigatório para conseguirmos a carteira profissional. Segunda reticência: para quê sair de uma área em crise para me meter noutra igualmente má ou pior? Além disso, desapaixonei-me pelo jornalismo durante o curso e seria preciso uma excelente primeira experiência para voltar a apaixonar-me. Quem conhece os meandros do jornalismo, sabe que as coisas não estão fáceis. Mesmo que eu aceitasse um estágio de 12 meses, teria de haver um jornal ou revista (sim, porque não me imagino na rádio ou na televisão) a dar-me uma oportunidade. A julgar pela falta de respostas ao envio do meu currículo, e também pelo tipo de anúncios que vão aparecendo, parece-me que o mercado está melhor para os recém-licenciados. Provavelmente por serem cordeirinhos mais obedientes numa altura em que o pastor não está para se chatear com ovelhas que tenham algum sentido crítico (fundamentado pela experiência profissional e de vida). Who knows?
Jornalismo ou não, a minha próxima profissão/actividade remunerada terá de incluir o factor criatividade - o acto de criar, a possibilidade de dar forma a ideias, a capacidade de inovar... Essa - seja ela qual for - é a profissão para mim! E, com isto, já delimitámos bastante o universo laboral. Neste momento já só tenho pr'aí umas 5324 profissões por onde escolher. Acho que talvez dê jeito um daqueles testes de aptidão profissional que se fazem no secundário.
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