2017 ainda agora começou e já se avizinham duas grandes - enormes - mudanças no horizonte. Que surgiram completamente inesperadas.
Isto, sim, é "ano novo, vida nova". Por este andar, prevê-se um ano recheado de surpresas... A ver vamos (como diz o outro)!
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18 de janeiro de 2017
30 de novembro de 2016
Amigo (realmente) secreto
Quando perdemos o papelinho que tirámos à sorte com o nome do nosso amigo secreto. E não fazemos a mínima ideia de quem seja. Isso, sim, é o amigo secreto!
25 de novembro de 2016
Chegou a tão aguardada sexta-feira...
Para umas, é dia de acampar à porta das lojas. Para outras, é dia de acampar à porta do MEO Arena.
A Black Friday em todo o seu esplendor.
A Black Friday em todo o seu esplendor.
25 de outubro de 2016
Dar a volta ao armário
Todos os anos por esta altura (mais coisa menos coisa) é tempo de reorganizar o armário. Por muito que nos custe, há que dizer "hasta la vista baby" às peças frescas e coloridas de verão, para dar destaque às malhas, lãs, pijamas polares, meias grossas e afins. Ninguém merece! Além de ser uma trabalheira dos diabos, ainda temos de nos mentalizar de que o verão acabou. (snif) A única coisa boa do processo é capaz de ser a limpeza que aproveitamos para fazer ao nosso guarda-roupa. Afinal, passou meio ano desde a última vez que tivemos eye-contact com o nosso guarda-roupa de inverno e desde então crescemos, aprendemos e aproveitámos para comprar uns trapinhos novos no início de colecção (quem nunca o fez, que atire a primeira pedra!).
"Esta camisola está desbotada. Auf wiedersehen". "Que coisa horrorosa é esta que comprei nos saldos de 1995 e que nunca cheguei a usar?! Auf wiedersehen." "Há de chegar o dia em que ganho coragem para vestir esta camisola de malha transparente com apliques de renda e lantejoulas. Auf wiedersehen." Temos de encarnar a Heidi Klum que há em nós e dizer adeus (de forma adorável e com um sotaque super sensual) a todos os erros de guarda-roupa que guardámos persistentemente ao longo dos últimos meses (ou anos).
O segredo é aproveitar a sabedoria adquirida em mais um meio ano que passou e encararmos o nosso armário como um organismo vivo: algumas coisas têm de perecer para que outras possam brotar no lugar delas. É o ciclo de vida adaptado a um meio ambiente de 150x80cm (sim, porque não há closets gigantes por estas bandas).
A filosofia do desprendimento ganha especial relevância quando se trata de dar a volta ao armário. Eu tornei-me praticante dessa filosofia com as sucessivas mudanças de casa, e renovo a minha crença a cada reorganização do armário. De que nos serve agarrarmo-nos a coisas que só ocupam espaço e ganham pó? "Ah e tal, um dia podem vir a dar jeito", diz-nos a vozinha acumuladora dentro de nós. Esqueçam! Se já se passaram duas estações e a peça em questão ainda não viu a luz do dia, move on. É hora de sair do nosso armário e ocupar o armário de alguém que, efectivamente, lhe dê uso. Podem doá-la a instituições de solidariedade, por exemplo. Eu costumo sondar a família primeiro (entre as muitas irmãs e sobrinhas, há sempre quem veja com bons olhos a minha camisola de malha, renda e lantejoulas). Há ainda a possibilidade de aproveitarem o que está a mais no vosso armário para projectos DIY e assim fazerem um dois-em-um: limpam o roupeiro e redecoram a casa!
Outra dica importante a ter em mente antes de se atirarem ao vosso armário é a organização. No meu caso, organização é sinónimo de caixas, caixinhas, cabides especiais e compartimentos dentro de compartimentos (obrigada, Ikea, por existires). Se separarmos as roupas dos acessórios, das malas e dos sapatos torna-se muito mais fácil encontrarmos o que queremos, no dia-a-dia, e arrumarmos de forma mais prática quando chega a altura de o fazermos. Isso inclui aproveitar de forma inteligente a arrumação vertical (ora aqui está um conceito digno de profissional das arrumações!). Trocando por miúdos, a parte de cima do roupeiro não deve ser descurada, só porque não são a Heidi Klum e não medem 2 metros para lá chegar! Se é uma zona mais inacessível, então aproveitem para lá guardar as coisas de que não precisam diariamente, como a roupa da próxima estação. Se estiver arrumadinha em caixas, tanto melhor. Dá logo outro ar...
Bom, toda esta teoria - no fundo - é uma forma de protelar a missão que tenho pela frente. Não foi por acaso que escolhi o dia de hoje para esta tarefa, odiosa, de reorganizar o meu armário. O estado do tempo, assim em jeito de pandã com o meu estado de espírito, ajuda a tornar a coisa mais fácil. Além disso, está a chover e na minha sapateira só vejo chinelos, sandálias, ténis e alpercatas. É capaz de não dar muito jeito para sair à rua! O mesmo para os tops e casacos frescos de verão que me ocupam os cabides. Enfim... Vou mas é deixar-me de rodeios e atirar-me de uma vez por todas à tarefa, antes que chegue o inverno rigoroso (que eu também não tenho a genética abençoada da Heidi Klum).
"Esta camisola está desbotada. Auf wiedersehen". "Que coisa horrorosa é esta que comprei nos saldos de 1995 e que nunca cheguei a usar?! Auf wiedersehen." "Há de chegar o dia em que ganho coragem para vestir esta camisola de malha transparente com apliques de renda e lantejoulas. Auf wiedersehen." Temos de encarnar a Heidi Klum que há em nós e dizer adeus (de forma adorável e com um sotaque super sensual) a todos os erros de guarda-roupa que guardámos persistentemente ao longo dos últimos meses (ou anos).
Eu, a arrumar o armário, é mais ou menos isto!
O segredo é aproveitar a sabedoria adquirida em mais um meio ano que passou e encararmos o nosso armário como um organismo vivo: algumas coisas têm de perecer para que outras possam brotar no lugar delas. É o ciclo de vida adaptado a um meio ambiente de 150x80cm (sim, porque não há closets gigantes por estas bandas).
A filosofia do desprendimento ganha especial relevância quando se trata de dar a volta ao armário. Eu tornei-me praticante dessa filosofia com as sucessivas mudanças de casa, e renovo a minha crença a cada reorganização do armário. De que nos serve agarrarmo-nos a coisas que só ocupam espaço e ganham pó? "Ah e tal, um dia podem vir a dar jeito", diz-nos a vozinha acumuladora dentro de nós. Esqueçam! Se já se passaram duas estações e a peça em questão ainda não viu a luz do dia, move on. É hora de sair do nosso armário e ocupar o armário de alguém que, efectivamente, lhe dê uso. Podem doá-la a instituições de solidariedade, por exemplo. Eu costumo sondar a família primeiro (entre as muitas irmãs e sobrinhas, há sempre quem veja com bons olhos a minha camisola de malha, renda e lantejoulas). Há ainda a possibilidade de aproveitarem o que está a mais no vosso armário para projectos DIY e assim fazerem um dois-em-um: limpam o roupeiro e redecoram a casa!
Outra dica importante a ter em mente antes de se atirarem ao vosso armário é a organização. No meu caso, organização é sinónimo de caixas, caixinhas, cabides especiais e compartimentos dentro de compartimentos (obrigada, Ikea, por existires). Se separarmos as roupas dos acessórios, das malas e dos sapatos torna-se muito mais fácil encontrarmos o que queremos, no dia-a-dia, e arrumarmos de forma mais prática quando chega a altura de o fazermos. Isso inclui aproveitar de forma inteligente a arrumação vertical (ora aqui está um conceito digno de profissional das arrumações!). Trocando por miúdos, a parte de cima do roupeiro não deve ser descurada, só porque não são a Heidi Klum e não medem 2 metros para lá chegar! Se é uma zona mais inacessível, então aproveitem para lá guardar as coisas de que não precisam diariamente, como a roupa da próxima estação. Se estiver arrumadinha em caixas, tanto melhor. Dá logo outro ar...
Bom, toda esta teoria - no fundo - é uma forma de protelar a missão que tenho pela frente. Não foi por acaso que escolhi o dia de hoje para esta tarefa, odiosa, de reorganizar o meu armário. O estado do tempo, assim em jeito de pandã com o meu estado de espírito, ajuda a tornar a coisa mais fácil. Além disso, está a chover e na minha sapateira só vejo chinelos, sandálias, ténis e alpercatas. É capaz de não dar muito jeito para sair à rua! O mesmo para os tops e casacos frescos de verão que me ocupam os cabides. Enfim... Vou mas é deixar-me de rodeios e atirar-me de uma vez por todas à tarefa, antes que chegue o inverno rigoroso (que eu também não tenho a genética abençoada da Heidi Klum).
19 de outubro de 2016
Podes ficar com as jóias, o carro e a casa... (ou então não!)
Adivinham-se umas valentes cabeçadas entre estes dois nos próximos tempos. É que apesar de a cabeça da Fernandinha estar ligeiramente mais "pesada", os seus bolsos estão (e poderão vir a ficar) bastante mais leves. E tudo porque ela se esqueceu de ler nas entrelinhas da expressão "o amor não tem idade". Afinal, parece que tem.
Oops.
* Digno de nota é também o fascínio do Jorge Nuno pela América do Sul. Será que é um sonho, pôr o dragão a jogar na Copa América? ;)
17 de novembro de 2015
Cavalheiros-bengaleiros
Não entendo, juro que não entendo, os homens que insistem em carregar as malas das suas senhoras. Atenção que estou a referir-me às malas de mão ou de ombro, tipicamente femininas. E não é o sexismo que motiva esta minha perplexidade. Nada contra senhores que queiram usar malas de senhora. Só não entendo quando esse gesto resulta de um acto de aparente cavalheirismo. "Fofinha, não forces o ombro que ainda contrais uma tendinite!"
Vamos lá ver se nos entendemos: as senhoras gostam das suas malas! Aliás, só as usam porque querem. Caso contrário, faziam como os homens: enfiavam a carteira, o telemóvel e as chaves no bolso e siga! Claro que as senhoras gostam sempre de carregar mais qualquer coisinha: a agenda, a bolsa dos produtos de higiene, a marmita dos snacks, e sabe Deus o que mais! É, portanto, perfeitamente normal que a mala de uma senhora pese chumbo. Nós - as senhoras - compreendemos que esse é o preço a pagar por querer carregar a casa às costas. Mas fazemo-lo por opção. Ninguém nos obriga a enfiar tralhas desnecessárias na mala, verdade? Independentemente disso, convém não esquecer que uma mala é muito mais do que um repositório de tralha. É praticamente uma extensão do corpo feminino. Um acessório que nos define. E ninguém vê as senhoras de Viana do Castelo a pedir aos namorados ou maridos que lhe carreguem os colares de ouro com 30 quilos, pois não?
Senhores, limitem-se a abrir portas, puxar cadeiras e pagar a conta do jantar. Tirem as mãos das nossas malas!
Vamos lá ver se nos entendemos: as senhoras gostam das suas malas! Aliás, só as usam porque querem. Caso contrário, faziam como os homens: enfiavam a carteira, o telemóvel e as chaves no bolso e siga! Claro que as senhoras gostam sempre de carregar mais qualquer coisinha: a agenda, a bolsa dos produtos de higiene, a marmita dos snacks, e sabe Deus o que mais! É, portanto, perfeitamente normal que a mala de uma senhora pese chumbo. Nós - as senhoras - compreendemos que esse é o preço a pagar por querer carregar a casa às costas. Mas fazemo-lo por opção. Ninguém nos obriga a enfiar tralhas desnecessárias na mala, verdade? Independentemente disso, convém não esquecer que uma mala é muito mais do que um repositório de tralha. É praticamente uma extensão do corpo feminino. Um acessório que nos define. E ninguém vê as senhoras de Viana do Castelo a pedir aos namorados ou maridos que lhe carreguem os colares de ouro com 30 quilos, pois não?
Senhores, limitem-se a abrir portas, puxar cadeiras e pagar a conta do jantar. Tirem as mãos das nossas malas!
22 de outubro de 2015
Uma grande m$#&@, é o que é!
Desde quando é que se tornou prática corrente cobrar-se à entrada das casas de banho em sítios movimentados (estações de comboio, terminais de autocarro...)? São 50 cêntimos, mas até podiam ser 20 ou menos. Não acho bem, pronto. "Ah, e tal, assim garante-se que há dinheiro para manter as casas de banho sempre limpas e presta-se um melhor serviço público... E impede-se que as mesmas casas de banho sejam usadas para fins menos 'próprios', blá blá blá". Todos estes argumentos são válidos, mas o que se faz quando se está numa viagem de 4 horas de autocarro, a apertar as necessidades há, pelo menos, 1 hora, para-se finalmente numa estação, não se tem qualquer moeda na carteira, a fila para o bar mais próximo (onde se pode arranjar trocos) é gigante e o motorista nos diz "paragem de 5 minutos"? Pela primeira vez na vida, ponderei seriamente pedir dinheiro. Como aquelas senhoras romenas que andam com as fotografias dos "filhos" (serão filhos de alguém, com certeza) e bilhetes a pedir comida... Eu até poderia usar a fotografia do meu filho, para ser mais eficaz, mas escreveria no bilhete: "Eu só quero cagar. Obrigada!"
22 de setembro de 2015
Coisas que mudam quando temos um filho #13
15 de setembro de 2015
Óculos de sol no metro é estúpido?
Um bocado! Mas quando se usam óculos graduados e dá muito trabalho pôr e tirar óculos da mala até se entende... certo? Been there, done that!
12 de setembro de 2015
Coisas que mudam quando temos um filho #10
8 de setembro de 2015
Passadiços do Rio Paiva (ou o que resta deles)
Quando li sobre os passadiços de madeira que a Câmara de Arouca tinha instalado nas margens do Rio Paiva, para percursos pedestres, achei uma excelente ideia. Pensei para comigo: "tenho de lá ir!". E hoje leio sobre a destruição parcial desses passadiços, graças a um incêndio florestal. Muito provavelmente, fogo posto. Porque raio é que, no nosso país, as boas iniciativas atraem logo "mau olhado"?
É uma pena.
A praga dos panfletos
Há uma técnica de marketing que resiste e persiste no tempo: os panfletos. Quantas gráficas já não teriam falido sem os panfletos? Já para não falar nos postos de trabalho assegurados pelos famigerados papelinhos. "Olá, o meu nome é André e sou entregador de panfletos."
Num dia normal (casa-trabalho-casa), são às dezenas os panfletos com que nos cruzamos. Ora porque nos deixam nas caixas de correio. Ora porque nos entregam na rua, quase sempre à saída do metro. Ora porque os prendem nos limpa pára-brisas do carro. Panfletos e mais panfletos. Deste mundo e do outro.
É o dentista que faz implantes a 50€. É o senhor que nos quer comprar o carro. Ou o ouro. É o limpa-chaminés para o nosso prédio - que nem sequer tem chaminé. É o desentupidor. O desinfestador. O canalizador. A Telepizza. A Pizza Hut. A Meio Pizza Meio Grill. Os senhores das mudanças a 15€ à hora. O restaurante que serve buffet chinês por 7€. A esteticista do bairro que aceita pagamento às prestações para depilação a laser. A escola de formação que oferece cursos com emprego garantido. Uau! É todo um mundo de oportunidades, descontos, erros ortográficos e mau design.
Ainda esta semana, recebi na caixa de correio um panfleto bastante garrido, que anunciava uma marisqueira com "take way" (em letras bem grandes). Agora, no vidro do carro, tinha um panfleto que me prometia a carta de condução a preço de saldo. Really? Não encontram melhor sítio para largar esse panfleto? Por acaso não vos ocorreu já que a malta com carro, à partida (reforço: à partida), já terá a carta de condução? Só naquela. E que tal espalharem esses panfletos pelas universidades? Ou, melhor ainda, nos berçários e jardins de infância! "És pequenino, mas já sonhas com o dia em que poderás amolgar o carro dos papás? A nossa escola de condução espera por ti."
Num dia normal (casa-trabalho-casa), são às dezenas os panfletos com que nos cruzamos. Ora porque nos deixam nas caixas de correio. Ora porque nos entregam na rua, quase sempre à saída do metro. Ora porque os prendem nos limpa pára-brisas do carro. Panfletos e mais panfletos. Deste mundo e do outro.
É o dentista que faz implantes a 50€. É o senhor que nos quer comprar o carro. Ou o ouro. É o limpa-chaminés para o nosso prédio - que nem sequer tem chaminé. É o desentupidor. O desinfestador. O canalizador. A Telepizza. A Pizza Hut. A Meio Pizza Meio Grill. Os senhores das mudanças a 15€ à hora. O restaurante que serve buffet chinês por 7€. A esteticista do bairro que aceita pagamento às prestações para depilação a laser. A escola de formação que oferece cursos com emprego garantido. Uau! É todo um mundo de oportunidades, descontos, erros ortográficos e mau design.
Ainda esta semana, recebi na caixa de correio um panfleto bastante garrido, que anunciava uma marisqueira com "take way" (em letras bem grandes). Agora, no vidro do carro, tinha um panfleto que me prometia a carta de condução a preço de saldo. Really? Não encontram melhor sítio para largar esse panfleto? Por acaso não vos ocorreu já que a malta com carro, à partida (reforço: à partida), já terá a carta de condução? Só naquela. E que tal espalharem esses panfletos pelas universidades? Ou, melhor ainda, nos berçários e jardins de infância! "És pequenino, mas já sonhas com o dia em que poderás amolgar o carro dos papás? A nossa escola de condução espera por ti."
4 de setembro de 2015
Grandes dilemas
Isto de dormir tem muito que se lhe diga. E depois querem que uma pessoa descanse durante a noite... Yeah, right!
Diz-me como dormes, dir-te-ei quem és!
Com certeza já ouviram falar ou leram sobre interpretação psicológica das posições de sono. Passo a explicar. Os especialistas da mente entendem que a forma como dormimos reflecte a nossa personalidade. Is that simple? Yes, it is. Meninas, esqueçam todos aqueles testes que as revistas vos impingem sobre como saber se um homem é ou não o homem certo para vocês. Ignorem os tais sinais a que nos dizem para estarmos atentas - se ele abriu a porta para passarmos, se ele puxou a cadeira para nos sentarmos, se insistiu para pagar a conta, se ligou logo no dia seguinte, etc., etc., etc. Isso tudo dá uma trabalheira desgraçada, quando - afinal - há uma forma simples e rápida para ficar a conhecer um homem de ginjeira: durmam com ele!
Ah, e deixem de gastar dinheiro em terapia. Digam-me como dormem, dir-vos-ei quem são! Ora atentem:
1. Posição "Melancólica"
Pessoa desconfiada em relação aos outros, com uma postura de vida bastante racional.
2. Posição "Estrela do Mar"
Bom ouvinte. Alguém que se mostra disponível para ajudar o próximo.
3. Posição "Tronco"
Pessoa descontraída e socialmente activa, mas por vezes demasiado ingénua.
4. Posição "Soldado"
Pessoa de poucas palavras, reservada, com "alergia" a multidões e eventos sociais.
5. Posição "Queda Livre"
Pessoa bastante extrovertida, com alguma dificuldade em lidar com as críticas.
6. Posição "Feto"
Alguém que aparenta ter "casca dura", mas é na realidade sensível e tímido.
E pronto, é isto. Em qual destas posições se "encaixam"? Eu, na última. Bate certo, não bate? I knew it! Estes estudos nunca desiludem...
Ah, e deixem de gastar dinheiro em terapia. Digam-me como dormem, dir-vos-ei quem são! Ora atentem:
1. Posição "Melancólica"
Pessoa desconfiada em relação aos outros, com uma postura de vida bastante racional.
2. Posição "Estrela do Mar"
Bom ouvinte. Alguém que se mostra disponível para ajudar o próximo.
3. Posição "Tronco"
Pessoa descontraída e socialmente activa, mas por vezes demasiado ingénua.
4. Posição "Soldado"
Pessoa de poucas palavras, reservada, com "alergia" a multidões e eventos sociais.
5. Posição "Queda Livre"
Pessoa bastante extrovertida, com alguma dificuldade em lidar com as críticas.
6. Posição "Feto"
Alguém que aparenta ter "casca dura", mas é na realidade sensível e tímido.
E pronto, é isto. Em qual destas posições se "encaixam"? Eu, na última. Bate certo, não bate? I knew it! Estes estudos nunca desiludem...
É para o lado que durmo melhor!
E qual é exactamente esse lado? Pode parecer uma pergunta estúpida, mas dei por mim a pensar nisso ontem à noite, enquanto me deitava, e - afinal - pesquisas altamente aprofundadas na internet (cof cof) mostram que SIM, é verdade, devemos ter em máxima consideração este assunto das posições para dormir. E porquê? Sabiam que é possível aferir a nossa personalidade com base na posição em que dormimos? Yep! E sabiam que há autênticos kamasutras de posições para dormir? Ah ah! E aposto que não sabiam - nem sabem - que a forma como dormem é importantíssima para o vosso bem-estar físico e mental! Ok, esta talvez saibam. Mas nunca é demais relembrar conhecimentos. E hoje, sexta-feira, parece-me um excelente dia para falar de sono. O assunto é tão denso que vou reparti-lo em vários posts. Comecemos pelos certos e errados das posições para dormir.
Dormir de barriga para cima
Não é uma posição espectacular, mas também não é má de todo! OK, é óptima para quando comemos demais ao jantar, mas causa tensão na coluna e, além disso, é uma posição propícia ao ressonar. Queremos mesmo fazer essa figura a dormir? Não, pois não? Bem me parecia... Se, ainda assim, gostamos mesmo, mesmo, de dormir a mirar o tecto (ou as estrelas), podemos e devemos adoptar algumas práticas para melhorar esta posição: escolher um travesseiro baixinho para evitar tensão na zona cervical e colocar uma almofada debaixo dos joelhos, para aliviar a tensão na zona lombar. Estamos entendidos? Next.
Dormir de barriga para baixo
Nada mais errado! É a posição do demo. É ainda pior do que dormir de barriga para cima. Tem todas as contra-indicações dessa posição, com o acréscimo de o pescoço estar completamente torcido. Como não podemos ficar com o pescoço direito (ao que parece, precisamos de respirar), viramo-lo para o lado, num ângulo de noventa graus, o que traz contracturas e problemas musculares, lombares, cervicais (you name it!). Chatices que nunca mais acabam. Alô adeptos desta posição, ainda aí estão ou já correram para o ortopedista?
Dormir de lado
Certíssimo! Considerada pelos especialistas a posição mais adequada para dormir e aquela que proporciona mais descanso. Se viramos para o lado esquerdo ou para o direito, isso já são pormenores (excepto quando queremos fazer conchinha e o namorado só fica confortável num determinado lado!). O que não podemos descurar é o alinhamento da coluna, que deve estar o mais direita possível (e isso não significa que seja em linha recta, já que a coluna tem ligeiras curvas naturais e devemos respeitá-las). Então e como é que conseguimos alinhar a coluna correctamente? Com um fio de prumo? Com um nível daqueles que se usam nas obras? Nada disso. Com uma boa almofada e um bom colchão. A almofada deve ter a altura do ombro, para que a cabeça não fique inclinada, e o colchão deve moldar-se ao nosso corpo, para que a coluna não esteja em tensão. Ideal, ideal é ficarmos com a cabeça e os pés à altura do coração (uma almofada extra entre os joelhos ajuda)."Ah, e tal, eu gosto das almofadas tipo arranha-céus". Ou "o meu colchão é espectacular, já o tenho há 30 anos!" Não me parecem boas práticas, mas - lá está - cada um sabe de si.
Quanto a mim, descobri que faço "quase" tudo bem. Durmo de lado - check! Às vezes para o direito, outras vezes para o esquerdo - who cares? O meu colchão é daqueles super recomendados do IKEA, que comprei há coisa de 3 anos - good! Só não ponho nenhuma almofada entre os joelhos - zero points! E, confesso, a minha almofada é alta demais - wrong! Mas já descobri os do's e don'ts das posições para dormir, portanto vou tentar melhorar. Palavra de escuteira.
Dormir de barriga para cima
Não é uma posição espectacular, mas também não é má de todo! OK, é óptima para quando comemos demais ao jantar, mas causa tensão na coluna e, além disso, é uma posição propícia ao ressonar. Queremos mesmo fazer essa figura a dormir? Não, pois não? Bem me parecia... Se, ainda assim, gostamos mesmo, mesmo, de dormir a mirar o tecto (ou as estrelas), podemos e devemos adoptar algumas práticas para melhorar esta posição: escolher um travesseiro baixinho para evitar tensão na zona cervical e colocar uma almofada debaixo dos joelhos, para aliviar a tensão na zona lombar. Estamos entendidos? Next.
Dormir de barriga para baixo
Nada mais errado! É a posição do demo. É ainda pior do que dormir de barriga para cima. Tem todas as contra-indicações dessa posição, com o acréscimo de o pescoço estar completamente torcido. Como não podemos ficar com o pescoço direito (ao que parece, precisamos de respirar), viramo-lo para o lado, num ângulo de noventa graus, o que traz contracturas e problemas musculares, lombares, cervicais (you name it!). Chatices que nunca mais acabam. Alô adeptos desta posição, ainda aí estão ou já correram para o ortopedista?
Dormir de lado
Certíssimo! Considerada pelos especialistas a posição mais adequada para dormir e aquela que proporciona mais descanso. Se viramos para o lado esquerdo ou para o direito, isso já são pormenores (excepto quando queremos fazer conchinha e o namorado só fica confortável num determinado lado!). O que não podemos descurar é o alinhamento da coluna, que deve estar o mais direita possível (e isso não significa que seja em linha recta, já que a coluna tem ligeiras curvas naturais e devemos respeitá-las). Então e como é que conseguimos alinhar a coluna correctamente? Com um fio de prumo? Com um nível daqueles que se usam nas obras? Nada disso. Com uma boa almofada e um bom colchão. A almofada deve ter a altura do ombro, para que a cabeça não fique inclinada, e o colchão deve moldar-se ao nosso corpo, para que a coluna não esteja em tensão. Ideal, ideal é ficarmos com a cabeça e os pés à altura do coração (uma almofada extra entre os joelhos ajuda)."Ah, e tal, eu gosto das almofadas tipo arranha-céus". Ou "o meu colchão é espectacular, já o tenho há 30 anos!" Não me parecem boas práticas, mas - lá está - cada um sabe de si.
Quanto a mim, descobri que faço "quase" tudo bem. Durmo de lado - check! Às vezes para o direito, outras vezes para o esquerdo - who cares? O meu colchão é daqueles super recomendados do IKEA, que comprei há coisa de 3 anos - good! Só não ponho nenhuma almofada entre os joelhos - zero points! E, confesso, a minha almofada é alta demais - wrong! Mas já descobri os do's e don'ts das posições para dormir, portanto vou tentar melhorar. Palavra de escuteira.
Com desenhos é mais fácil!
3 de setembro de 2015
Mais vale um pássaro na mão...
Nestas férias encontrámos uma andorinha-bebé na calçada. Tinha caído do ninho, algures nas proximidades, e estava assustada, encolhida nas suas penas (que ainda eram pêlo). Eu senti logo um impulso de a trazer connosco. Desconfiava que o animal indefeso, ali, não iria sobreviver. Mas o "namorido" achou que o melhor era deixarmos o bicho quieto, pois a andorinha-mãe haveria de andar à sua procura e levá-la-ia de regresso ao ninho. Além disso, sem fazermos ideia de como cuidar de uma andorinha-bebé, não éramos lá grandes salvadores.
Indecisos sobre a melhor decisão a tomar, estivemos ali um bocado, demos-lhe água da tampa de uma garrafa e pedacinhos de bolacha Maria que o João trazia na mochila. Até o João ajudou na tarefa, em êxtase com o novo "amigo", a quem deu festinhas e tudo. O passarinho não comeu, mas bebericou um bocadinho - o que me deu esperanças de que, afinal, talvez conseguíssemos cuidar dele. Nisto, o homem insistia para o deixarmos, que "não se deve interferir com a natureza", blá blá blá... E eu acabei por lhe dar ouvidos! O homem venceu e o pássaro saiu da minha mão, de volta às pedras da calçada.
Ainda assim, andei o resto do dia com o assunto a bailar-me no pensamento. De vez em quando, lá me perguntava se o pássaro teria conseguido safar-se, esperando que sim... Mas tratei de afastar o assunto com outro tipo de preocupações dignas de férias ("vou à piscina ou fico aqui a apanhar sol?", "a que restaurante vamos jantar hoje?" e questões existenciais do género).
A coisa teria ficado por aí se não tivéssemos passado pelo mesmo passeio, no dia seguinte. Digamos apenas que eu devia ter seguido o meu instinto. R.I.P. passarinho. Nota mental para mim mesma: ignorar opiniões masculinas. Está visto que os homens nunca têm razão.
6 de agosto de 2015
O preço certo
(Sosseguem que não vou falar do programa do gordo.)
Há uma técnica que uso em todas as compras que faço. Sempre que quero (ou preciso de) comprar alguma coisa, estabeleço, à partida, um tecto máximo: "qual o preço que estou disposta a dar?". E tento manter-me dentro desse limite pré-estabelecido. TENTO, repito, porque há excepções. Ou não fosse eu gaja. E gaja que é gaja sabe que não dá para resistir ao chamamento de algumas coisas quando nos apaixonamos por elas. Adiante. Voltando à regra, e esquecendo a excepção, como é que se define "o preço das coisas"? Porque é que existem calças a 30€ (são raras, mas existem) e outras, aparentemente iguais (mesmo tecido, mesmo corte, etc.), dez vezes mais caras? Tudo se resume à marca. Certo? Para uns, a marca XPTO é importante, para outros o que importa mesmo é dar pouco dinheiro por umas calças. Ora, eu estou - sempre estive - no segundo grupo. Haverá - e há - muita gente no primeiro. Mas tudo bem. Cada um sabe de si. E gostos, assim como carteiras, não se discutem. Até porque há mercado para todos.
Então e se esquecermos a indústria da moda - onde é mais fácil perceber esta questão das marcas e das diferenças de preços entre elas - e nos focarmos na restauração? Porque é que a "sopa de legumes" da Tasca do Chico custa 1,50€ (vamos supor) e a mesma "sopa de legumes" servida num prato de porcelana do Bistro Lisbonense (supondo novamente) custa 5€? O que dita que um "leite creme", feito exactamente com os mesmos ingredientes, custe 2 ou 6€? Mais uma vez, a marca! Ou seja, o posicionamento que determinado restaurante (marca) quer ter no mercado: se quer chamar o zé povinho ou o executivo de topo. E não tem mal nenhum nisto, claro, mas faz-me confusão. Faz-me mesmo muita confusão.
Eu percebo que haja carros que custem casas, que haja casas que custem aviões e por aí fora. Um Opel Corsa não é - nem de longe nem de perto - igual a um Bentley. Assim como uma cave na Amadora não é igual a umas águas furtadas na Lapa. Mas quando as diferenças de preços estão simplesmente associadas à marca, sem quaisquer diferenças na qualidade dos produtos, faz-me imensa confusão. Por exemplo, umas calças de ganga (que não tenham inteligência artificial, banho de ouro ou diamantes incrustados) não deveriam custar mais de 50€. 100€, vá, na pior das hipóteses. Afinal, são SÓ umas calças de ganga (mais ou menos iguais a tantas outras). E é por isso que eu estabeleço o tal "preço que estou disposta a dar pelas coisas". No caso das calças de ganga, são 40€. Se falarmos de um casaco de inverno (bom), talvez já dê 100€. Mas não dou mais de 20€ por um top básico de verão, por exemplo. São estes os "limites" da minha carteira, por um lado, e, por outro, os valores que me parecem justos (independentemente da carteira).
("Ah e tal, se tivesses mais dinheiro, os limites não eram estes..." Óbvio. Mas não andariam muito longe disto. Por uma questão de princípio.)
Para terminar, uma sugestão ao Ministro da Economia: que tal uma Entidade Reguladora dos Preços, que formulasse tabelas de preços para tudo e mais alguma coisa? Preços mínimos e máximos para cada tipo de produto e serviço. TUDO. Desde uma lata de atum a um carro topo de gama. Desde um corte de cabelo a uma viagem à lua. O preço mínimo seria o custo de produção, enquanto o preço máximo poderia considerar uma margem de lucro razoável - 200% em relação ao custo de produção? Algo do género. Se isto era viável do ponto de vista económico? Se as economias conseguiriam prosperar? Não faço a mínima ideia. Mas provavelmente não... Infelizmente, o mundo precisa desta disparidade de preços e marcas. E vai continuar a precisar enquanto houver igual disparidade de salários. Enquanto jogadores de futebol continuarem a ganhar milhões num mês, terão de existir marcas de luxo onde eles possam gastar meia dúzia de tostões. C'est la vie!
[AVISO: A considerar apenas e se eu ganhar o Euromilhões amanhã (fingers crossed). Os meus limites foram alterados para: 80€ por umas calças de ganga, 150€ por um casaco de inverno e 30€ por um top básico de verão. Obrigada.]
Há uma técnica que uso em todas as compras que faço. Sempre que quero (ou preciso de) comprar alguma coisa, estabeleço, à partida, um tecto máximo: "qual o preço que estou disposta a dar?". E tento manter-me dentro desse limite pré-estabelecido. TENTO, repito, porque há excepções. Ou não fosse eu gaja. E gaja que é gaja sabe que não dá para resistir ao chamamento de algumas coisas quando nos apaixonamos por elas. Adiante. Voltando à regra, e esquecendo a excepção, como é que se define "o preço das coisas"? Porque é que existem calças a 30€ (são raras, mas existem) e outras, aparentemente iguais (mesmo tecido, mesmo corte, etc.), dez vezes mais caras? Tudo se resume à marca. Certo? Para uns, a marca XPTO é importante, para outros o que importa mesmo é dar pouco dinheiro por umas calças. Ora, eu estou - sempre estive - no segundo grupo. Haverá - e há - muita gente no primeiro. Mas tudo bem. Cada um sabe de si. E gostos, assim como carteiras, não se discutem. Até porque há mercado para todos.
Então e se esquecermos a indústria da moda - onde é mais fácil perceber esta questão das marcas e das diferenças de preços entre elas - e nos focarmos na restauração? Porque é que a "sopa de legumes" da Tasca do Chico custa 1,50€ (vamos supor) e a mesma "sopa de legumes" servida num prato de porcelana do Bistro Lisbonense (supondo novamente) custa 5€? O que dita que um "leite creme", feito exactamente com os mesmos ingredientes, custe 2 ou 6€? Mais uma vez, a marca! Ou seja, o posicionamento que determinado restaurante (marca) quer ter no mercado: se quer chamar o zé povinho ou o executivo de topo. E não tem mal nenhum nisto, claro, mas faz-me confusão. Faz-me mesmo muita confusão.
Eu percebo que haja carros que custem casas, que haja casas que custem aviões e por aí fora. Um Opel Corsa não é - nem de longe nem de perto - igual a um Bentley. Assim como uma cave na Amadora não é igual a umas águas furtadas na Lapa. Mas quando as diferenças de preços estão simplesmente associadas à marca, sem quaisquer diferenças na qualidade dos produtos, faz-me imensa confusão. Por exemplo, umas calças de ganga (que não tenham inteligência artificial, banho de ouro ou diamantes incrustados) não deveriam custar mais de 50€. 100€, vá, na pior das hipóteses. Afinal, são SÓ umas calças de ganga (mais ou menos iguais a tantas outras). E é por isso que eu estabeleço o tal "preço que estou disposta a dar pelas coisas". No caso das calças de ganga, são 40€. Se falarmos de um casaco de inverno (bom), talvez já dê 100€. Mas não dou mais de 20€ por um top básico de verão, por exemplo. São estes os "limites" da minha carteira, por um lado, e, por outro, os valores que me parecem justos (independentemente da carteira).
("Ah e tal, se tivesses mais dinheiro, os limites não eram estes..." Óbvio. Mas não andariam muito longe disto. Por uma questão de princípio.)
Para terminar, uma sugestão ao Ministro da Economia: que tal uma Entidade Reguladora dos Preços, que formulasse tabelas de preços para tudo e mais alguma coisa? Preços mínimos e máximos para cada tipo de produto e serviço. TUDO. Desde uma lata de atum a um carro topo de gama. Desde um corte de cabelo a uma viagem à lua. O preço mínimo seria o custo de produção, enquanto o preço máximo poderia considerar uma margem de lucro razoável - 200% em relação ao custo de produção? Algo do género. Se isto era viável do ponto de vista económico? Se as economias conseguiriam prosperar? Não faço a mínima ideia. Mas provavelmente não... Infelizmente, o mundo precisa desta disparidade de preços e marcas. E vai continuar a precisar enquanto houver igual disparidade de salários. Enquanto jogadores de futebol continuarem a ganhar milhões num mês, terão de existir marcas de luxo onde eles possam gastar meia dúzia de tostões. C'est la vie!
[AVISO: A considerar apenas e se eu ganhar o Euromilhões amanhã (fingers crossed). Os meus limites foram alterados para: 80€ por umas calças de ganga, 150€ por um casaco de inverno e 30€ por um top básico de verão. Obrigada.]
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Quando for rica...
30 de julho de 2015
Fora da BOX
Estão a ver aquela funcionalidade da BOX de TV Cabo que permite andar para trás em programas já emitidos? (Se não estão a ver, podem ver depois! Ah ah, piadinha.) Se, como eu, estão sempre a usar essa funcionalidade (e acham mesmo que foi a melhor coisinha que já inventaram depois da roda), preparem-se para uma constatação chocante: a vida não dá para voltar atrás. JURO!
Quantas e quantas vezes já não dei por mim a querer "andar para trás" num programa de rádio que ouvia no carro, numa conversa entre amigos da qual me escapou qualquer coisa... Nas mais variadas situações da vida. E qual não foi o meu espanto ao perceber que isso não era possível?! Tão inacreditável como "não ser possível gravar programas já emitidos", mas ainda pior! (A menos que o dito programa seja o último episódio das Kardashian, aí não há nada pior.)
A BOX está a transformar-me (ou " nos", porque quero acreditar que há mais como eu, OUT THERE) numa criatura que desvaloriza o presente por achar que a qualquer momento pode voltar ao passado. E, ainda que não consiga gravá-lo, pode vê-lo confortavelmente, entre colheradas de Ben&Jerry's. A BOX está, lentamente, a deturpar a nossa percepção espacio-temporal. E não me venham com merdas publicitárias, senhores da TV cabo, porque NÃO HÁ UMA LINHA que separa a BOX da realidade... Há um enorme fosso, uma muralha da China!
Ainda agora estava aqui no telemóvel, distraída a escrever isto, e perdi o metro! Porventura posso voltar atrás uns 30 segundos e apanhá-lo? Não posso, pois não? Impostores! Peguem lá na vossa linha e enfiem-na no... buraco da agulha!
Quantas e quantas vezes já não dei por mim a querer "andar para trás" num programa de rádio que ouvia no carro, numa conversa entre amigos da qual me escapou qualquer coisa... Nas mais variadas situações da vida. E qual não foi o meu espanto ao perceber que isso não era possível?! Tão inacreditável como "não ser possível gravar programas já emitidos", mas ainda pior! (A menos que o dito programa seja o último episódio das Kardashian, aí não há nada pior.)
A BOX está a transformar-me (ou " nos", porque quero acreditar que há mais como eu, OUT THERE) numa criatura que desvaloriza o presente por achar que a qualquer momento pode voltar ao passado. E, ainda que não consiga gravá-lo, pode vê-lo confortavelmente, entre colheradas de Ben&Jerry's. A BOX está, lentamente, a deturpar a nossa percepção espacio-temporal. E não me venham com merdas publicitárias, senhores da TV cabo, porque NÃO HÁ UMA LINHA que separa a BOX da realidade... Há um enorme fosso, uma muralha da China!
Ainda agora estava aqui no telemóvel, distraída a escrever isto, e perdi o metro! Porventura posso voltar atrás uns 30 segundos e apanhá-lo? Não posso, pois não? Impostores! Peguem lá na vossa linha e enfiem-na no... buraco da agulha!
29 de julho de 2015
Bater com o carro...
28 de julho de 2015
A moda dos conceitos
Esta mania dos conceitos que viram moda mexe-se com os nervos. Já ouviram falar em jeggings?
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Serão jeans? Serão leggings?
Collants não são, certamente
que o tecido não assenta assim.
As jeggins são uma espécie de cruzamento feito em laboratório entre as calças de ganga e as leggings. À primeira vista, são calças. Coladinhas ao corpo, tal como as skinny jeans. Mas têm o conforto e a elasticidade das leggings. Logo, não são bem uma coisa, nem outra. Mas poderiam perfeitamente sê-lo, se alguém não tivesse inventado o nome "jeggings". Qual a necessidade de se inventarem conceitos para designar coisas que podem perfeitamente encaixar-se em conceitos já existentes? A inovação, nos tempos modernos, passa muito por isto: inventam-se conceitos a torto e a direito, como se algo absolutamente novo e espectacular tivesse acabado de surgir. Mas não. Na realidade, a única coisa nova é o conceito em si, que não passa de uma catalogação diferente do que já existe. Mais exemplos.
Cupcakes. A imagem acima dispensa explicações. Já viram alguma festa de aniversário ou evento onde pudessem comer muffins? Na realidade sim, só que eles estão disfarçados de cupcakes.
Hambúrguer gourmet. Um hambúrguer. Servido no prato ou no pão. Com batatas fritas ou outro acompanhamento. Por acaso é revestido a folha de ouro ou algo do género? Não. Então é hambúrguer. Ponto.
Glamping. Acampar com glamour. E isto consiste exactamente em quê? Por acaso dormimos com baby doll, bebemos Moet & Chandon e fumamos cigarrilha durante um banho de espuma? Não. Acampamos num misto de tenda com cabana, onde temos mais comodidades do que a tradicional tenda. Exactamente como nos bungalows. Ou em cabanas de turismo rural e ecoturismo. Certo?
Brunch. O conceito inglês, que resulta da junção entre "breakfast" e "lunch", é precisamente a refeição que agrega ambas - tanto o pequeno-almoço como o almoço - numa só. Pela lógica, toma-se depois das horas "normais" de pequeno-almoço e abrange aquela hora considerada "normal" para almoço. Eu diria que o "brunch time" se situa algures entre as 10h e as 15h. Se, por acaso, o brunch está disponível durante todo o dia, ou logo ao pequeno-almoço, ou até mesmo ao jantar - como acontece em vários espaços lisboetas - então não é um brunch! Dêem-lhe nomes "tugas" como ceia, lanche ajantarado ou pequeno-almoço tardio. Decidam-se!
Esta mania dos conceitos que viram moda mexe-me com os nervos. Já o disse. Mais um bocado e estamos a falar em "chipatos" (uns chinelos com atacadores) ou "torresmos gourmet" (continuam a ser couratos de porco, mas servidos em loiça Vista Alegre). As invenções têm limites... Assim como a nossa paciência!
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