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9 de novembro de 2016

Os fugitivos portugueses são muita fraquinhos!

 

Eu avisei que o filme ia ser longo. E foi. Durou precisamente 28 dias. Mas tenho a dizer que o final desilude. Pedro João Dias não só se entregou à polícia (BUUUUUUU, que falta de originalidade!), como decidiu fazê-lo na véspera de se conhecerem os resultados das eleições americanas. Então, mas nenhum dos advogados que o representam tem noções básicas de Public Relations?! Que péssimo timing, meus amigos!

Estava visto que o Pedro João seria ofuscado pelo recém-eleito Presidente dos Estados Unidos. E o facto de ter sido o Trump ainda tornou a coisa pior. Entre o choque, o horror e a tragédia da vitória de Trump lá se encaixa a notícia de que "ah, é verdade, o Piloto entregou-se às autoridades!". BAH. Ninguém merece. Muito menos o Pedro João, que depois de tantos dias a monopolizar telejornais do princípio ao fim, acabou por ficar remetido a umas míseras reportagens de 2 minutos, no máximo...

Pedro João, se me estás a ouvir, para a próxima escolhe uma altura melhor. Bastava teres deixado passar o fim-de-semana, a poeira à volta do Trump assentar... e PIMBA, logo na segunda-feira de manhã, a abrir a semana, deixavas cair a bomba. Assim, foi fraquinho. Vá lá que ao menos houve um twist na história. Dizes que és inocente, das mortes e das agressões, e culpas a GNR. What?! Vamos lá deixar a poeira à volta do Trump assentar, para perceber do que raio estás a falar!

18 de outubro de 2016

O fugitivo parte II (a versão tuga)*



(ler com voz cavernosa de trailer de cinema - assim uma espécie de Vítor Moura)

Suspeito de crimes hediondos, Pedro João é um homem em fuga. Capaz de tudo para escapar às garras da justiça, ele não vai parar enquanto não estiver a milhas das fronteiras nacionais... e das grades de uma prisão! Mas conseguirá Pedro João superar o feito do seu mestre, Manuel Palito?

Não perca, numa sala de cinema (ou telejornal) perto de si.

Para quem já não se lembra do primeiro "filme", recordo que o herói da trama, Manuel Palito, esteve foragido mais de um mês.  Pedro João, por enquanto, vai numa semana. And counting... Comprem pipocas e façam refill aos vossos refrigerantes que o filme promete ser loooongo!

* Ah, e roam-se de inveja, americanos, que a nossa versão de um filme de acção é muito melhor do que a vossa. A começar pelo nome dos protagonistas: Pedro João e Manuel Palito. Digam lá que só de ouvirem estes nomes não vos inspira logo perigo e adrenalina? Ah pois é! Já para não falar dos nossos actores, que encostam o Harrison Ford a um canto. Yep. Aqui fica o comparativo, para não restarem dúvidas (se dúvidas houvesse, claro)!

8 de setembro de 2015

O futuro de Mariam Malak



No início desta semana foram divulgadas as listas de acesso ao ensino superior. Milhares de jovens souberam, finalmente, se os seus esforços dos últimos anos compensaram. Se conseguiram entrar para o curso de sonho ou para a universidade que tanto queriam. No caso dos candidatos a medicina - já se sabe - as colocações são ainda mais enervantes porque basta uma variação mínima da média (ainda que brilhante) para que se morra à beira da praia. É ingrato. É injusto. É a vida.

Mas depois há notícias como esta. Uma aluna brilhante, por mérito próprio, vê o seu futuro ameaçado pelo simples facto de viver no país errado - um país onde a fraude descarada passa impune. Alguém acredita que a Mariam, habituada a notas geniais, tenha zero a TODOS os sete exames que fez? Basta olhar para a imagem da miúda, lavada em lágrimas, para se perceber que é um caso inegável de corrupção. Outro jovem, de famílias influentes ou com muito mais dinheiro que Mariam, conseguiu entrar para medicina sem ter feito rigorosamente nada por isso, apenas à boleia da podridão do sistema.

Foi criada uma página de Facebook de apoio à Mariam, mas isso vale o que vale se não for feita justiça. E eu espero mesmo que a justiça se faça (talvez a atenção mediática internacional ajude). Porque cada dia que passa é um dia a menos no futuro de Mariam. Um futuro para o qual me parece claro que ela lutou bastante.

3 de agosto de 2015

Ronaldo e os jornalistas (parte II)


Isto começa a parecer um desafio de redacção: "50 euros em como o chateio à segunda pergunta. Queres apostar?"

10 de julho de 2015

Pergunta, mas não abuses!

Há jornalistas - tantos - que não sabem fazer perguntas. Um princípio básico da profissão, indagar, questionar, e eles não sabem fazê-lo. Ou melhor, não sabem fazer perguntas inteligentes, as perguntas certas. Então, massacram os entrevistados, esperando que alguma das respostas tenha "sumo". Talvez queiram vencê-los pelo cansaço. 


Neste caso, o Cristiano Ronaldo começa por responder de forma diplomática, até que se farta. E com razão.

[A pressão a que os jornalistas estão sujeitos para sacar "notícias", "exclusivos", "declarações bombásticas", "polémicas", etc., também não ajuda nada ao bom exercício da profissão.]