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21 de dezembro de 2016

Pré e pós. Eu sou mais do durante.

A primeira vez que me deparei com os conceitos "pré" e "pós" foi quando estava grávida. Nas consultas de obstetrícia, a médica frisou a importância da preparação pré-parto, na mesma medida em que também insistiu ser importante fazer um acompanhamento pós-parto. Eu, já nessa altura, só pensava no "durante", ou seja, no parto propriamente dito. Focava-me nesse momento, pensava como seria, imaginava possíveis cenários na minha cabeça e só desejava que fosse rápido e indolor. O resto, para mim, eram cantigas. Nunca me inscrevi nas aulas pré-parto e fui a uma única consulta pós-parto, 15 dias após ter sido mãe. Não estou com isto a dizer que nos devamos marimbar para o "pré" e para o "pós". Estou apenas a constatar que eu sou mais uma mulher do "durante".

Recentemente, descobri que existe a moda do pré e pós treino. Toda uma série de cuidados (essencialmente alimentares, mas não só) que visam potenciar os efeitos do treino em si. Potenciar o ganho de massa muscular e auxiliar a perda de massa gorda. Escusado será dizer que isto soou a música para os meus ouvidos. Afinal, se há uma fórmula capaz de nos pôr em forma mais depressa, sem que para isso tenhamos de treinar em dobro, eu quero saber tudo! E foi por isso que resolvi inteirar-me das práticas pré e pós-treino, de que meio-mundo anda fã. Pelo menos o meio-mundo que treina com regularidade e leva a coisa do exercício à séria. O meio-mundo onde eu estou a tentar posicionar-me há coisa de 2 meses.


Ora, já investiguei mil truques e dicas, sugestões para snacks pré e pós- treino, suplementos alimentares e cremes que prometem acelerar o metabolismo, reduzir as gordurinhas, tonificar, depurar, energizar e tudo e tudo e tudo. Para meu espanto, há todo um mundo de possibilidades de "pré" e "pós" que eu deveria considerar seriamente para me tornar numa fit girl em três tempos. E, para meu espanto também (que eu já me conheço, mas não deixo de me espantar), estou-me nas tintas para tudo isso. Sim, é um facto. Sou uma despreocupada desleixada. Basta dizerem-me que tenho de comer apenas determinadas coisas, num intervalo de tempo específico, ou tomar regularmente suplementos, de forma regrada, que eu desmoralizo antes mesmo de começar. A disciplina que implica manter determinados hábitos não é para mim. E isso é uma chatice. É uma chatice porque me obriga a suar cada quilo perdido na passadeira e na elíptica. Por esta altura, já podia estar transformada numa Heidi Klum, mas não! Ando para aqui tipo lesma, a dar passos de caracol e a arrastar as gordurinhas no ginásio. E tudo porquê?! Porque sou uma mulher do durante. É uma chatice!

24 de novembro de 2016

Azeite para cozinhar? Nem pensar!


Sempre que eu descubro a pólvora, a minha nutricionista trata de detonar os meus sonhos. A sério, assim não dá! A bomba caiu na última consulta de rotina (qual IPO dos veículos): não se pode cozinhar com azeite! Que é o mesmo que dizer "adeus refogados queridos, gosto muito de vocês, mas não dá!" Diz a nutricionista que o azeite, quando sujeito a altas temperaturas, liberta toxinas prejudiciais para a saúde. "Mas, mas... Então e o azeite extra virgem?", perguntei eu, numa réstia de esperança. "Pior ainda", respondeu ela. Ao que parece, o azeite extra-virgem liberta essas toxinas a menor temperatura do que o azeite virgem*.

Eu, que sempre ouvira falar dos benefícios do azeite extra virgem (incluindo noutras consultas de nutrição, noutras dietas, years ago), fiquei logo com os azeites (desculpem o trocadilho óbvio, mas foi mais forte do que eu!). Não há nada que eu mais goste, na cozinha, do que o cheirinho a refogado. A comida fica muito mais saborosa depois de refogada em azeite. E não me venham com a conversa de que é possível fazer refogados sem azeite, em frigideiras ou panelas anti-aderentes, porque não é a mesma coisa. Não é, pronto! O azeite é o meu parceiro de cozinhados desde sempre, e vai ser difícil cortar relações. Foi com o azeite que descobrir o prazer de comer sopa (os legumes refogados, ao invés de cozidos, elevam a sopa a outro nível. É esta a "pólvora" de que falava!). Foi com o azeite que passei a comer mais legumes, bem salteados no wook ou assados no forno. Foi o azeite que me ajudou a ultrapassar inúmeras dietas, ao dar mais sabor a vegetais e legumes desenxabidos. Resumindo, o azeite é o meu cooking best friend. E foi por isso com enorme tristeza que ouvi as palavras demoníacas da nutricionista: o azeite cozinhado faz mal!
 BUÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!

E agora? Haverá "vida" depois do azeite? Eu continuo a tentar engolir a informação (a seco, literalmente). Será que vou voltar a apreciar uma sopa, mesmo que ela não tenha sido refogada antes de triturada? Será que vou usufruir, finalmente, das propriedades anti-aderentes do meu trem de cozinha do IKEA? Dúvidas e mais dúvidas. Para já, a angústia. E a certeza de que se aproximam tempos muito, muito difíceis. As palavras sábias do Jon Snow resumem bem este momento.

I know what it's like to lose the people you love.
I know this is hard for you.
But winter is coming.


* Já depois da consulta, fiz uma pesquisa na internet para perceber quais as temperaturas que alteram as propriedades do azeite (sim, estava preparada para usar o termómetro, se isso implicasse não abdicar dos meus queridos refogados)... Mas os resultados não foram consensuais. Até porque existem muitas variáveis, como a "potência" de cada fogão. Enfim, não havendo propriamente uma fórmula exacta, a atitude mais sensata é evitar cozinhar com azeite. Snif.

16 de novembro de 2016

O dia em que toquei com as mãos no chão

 

Já foi na segunda-feira, mas voltei hoje à aula de yoga para confirmar o feito e confirma-se. Pela primeira vez na minha vida (vida adulta, vá) consigo tocar com as mãos no chão, dobrando-me sobre as pernas perfeitamente direitas. Na verdade, ainda só toco com a pontinha dos dedos, mas já é um começo... E o céu é o limite! (Entenda-se por "céu" o chão, neste caso.) Hoje são as pontinhas dos dedos, amanhã é a palma da mão e, quem sabe, qualquer dia dobro-me como um canivete suíço.


Tudo isto pode parecer relativamente simples para os que são abençoados pela Deusa da Flexibilidade, mas para mim, meus senhores, é o equivalente a uma daquelas posições de Kamasutra que acreditamos nunca na vida ser capazes de fazer. Eu já fiz a primeira deste leque das posições hardcore, portanto agora só me restam p'raí umas 4 mil e tal. E só de olhar para algumas delas já me dói o corpinho todo...


pocketyoga.com

May the Force be with me!

31 de outubro de 2016

A minha primeira aula de Zumba

Começou em alta, ao som de Footloose, e eu a pensar: "porreiro, isto vai correr bem!". Uma, duas, três músicas depois... "Eh lá, esta coreografia é tramada! E que música é esta?". Quatro, cinco, seis, sete músicas mais tarde... "Podemos voltar ao Footloose, por favor?"

Foram 45 minutos de ritmos latinos, reggaeton e afro (estilos musicais que não existem - nem nunca irão existir - numa playlist da minha eleição). Eu sei que o nome "Zumba" deveria ter feito soar uma campainha no meu cérebro, mas na verdade só pensei em música e dança e em como a junção das duas prometia diversão garantida. Enganei-me! Foi, tal como o instrutor preveniu logo no início, uma aula especial de Halloween - um horror, portanto!


À excepção do Footloose, eu não conhecia nenhuma das outras músicas e isso foi logo meio-caminho dançado para a perdição. Em menos de nada passei de "esquece as músicas, foca-te na coreografia!" para "esquece a coreografia, tenta divertir-te", até que desisti mentalmente e atirei a toalha ao chão: "Que se lixe a diversão, quando é que isto acaba?". Nos últimos minutos da aula, a minha coordenação motora estava em morte cerebral. E eu jurei em silêncio que nunca mais meteria os meus pés numa aula de Zumba. E por falar em pés, vou focar-me nos únicos 3/4 minutos de diversão que tive e deixar-vos com o mood que eu adorava que toda a aula tivesse tido.

 (tão novinho o Kevin Bacon. E eu tinha um ano por esta altura... Maravilha :P)

20 de outubro de 2016

Hidratos sim, açúcar não!

Esta máxima não vale só para os pequenos-almoços, mas é especialmente importante na primeira refeição da manhã. Porquê? Porque é nessa refeição que tendemos a comer mais hidratos açucarados, sob a forma de cereais ou granolas. Quem gosta disso, como eu, de certeza que consegue dizer de cabeça duas ou três marcas de cereais que adore (o meu TOP 3: os clássicos Chocapic, nhamiii; os Cuetara Flakes, aqueles cereais que têm um monstro na embalagem e que são basicamente bolachas recheadas de cereais, duplo nhamiiii; e os mais recentes da Lion, o combo perfeito entre chocolate e caramelo). Quanto a granolas, gosto de quase todas, sobretudo se incluírem frutos secos como nozes e avelãs. E quanto mais docinhas melhor, of course!


Ora, é aqui que reside o problema. À excepção dos cereais desenxabidos como os Corn Flakes ou os Wetabix (que eu não aprecio), quase todos os cereais têm quantidades pornográficas de açúcar... Mas isto já toda a gente sabe, certo? O que é enganador (eu, pelo menos, caía que nem uma patinha) é dizerem-nos que a granola "x" ou "y" é saudável por ser adoçada com mel ou xarope de agave. Este factor, por si só, deveria desculpar as mais de 10, 15 ou até 20 gramas de açúcar por cada 100gr, inscritas no rótulo da embalagem. Mas não! A minha nutricionista diz que é a quantidade de açúcar que devemos considerar e não apenas (ainda que também seja importante) a sua forma (e já se sabe que o açúcar assume muitas formas, é um dissimulado!). Passo a explicar...

Segundo a minha nutricionista, o mais importante são os números escarrapachados no rótulo. O açúcar nunca pode exceder os dois dígitos por cada 100gr, para que se possa considerar o produto "x" ou "y" como saudável (do ponto de vista do açúcar - deixemos, para já, as batalhas da gordura ou do sal). Assim sendo, no que ao açúcar diz respeito, o número a ter em mente (anotem isto, minhas senhoras, porque eu já anotei!) é de 6gr por cada 100gr. É um número fácil de reter, mas o difícil mesmo é encontrar uns cereais ou uma granola que estejam dentro da bitola.

Depois da bomba largada pela nutricionista, lá fui eu, sem grande esperança, à secção de cereais e granolas do hipermercado (reparem que escolhi uma grande superfície precisamente para ter mais hipóteses de escolha), na tentativa de encontrar a opção perfeita para ao meu pequeno-almoço. Se tivesse frutos secos, tanto melhor! Mas o importante era o número mágico na parte detrás da embalagem. Foquei-me primeiro nas que diziam "saudável", "fitness", "adoçada apenas com...", etc. etc. Ao virar a embalagem para ver o rótulo, rapidamente excluí umas dezenas para passar a ficar com apenas duas na mão. Por coincidência, era a mesma marca em duas variedades (Frutos Vermelhos e Chocolate e Avelãs), ambas adoçadas com Stevia.


Comprei a variedade Chocolate e Avelãs (frutos secos, always) e já experimentei da forma que mais gosto: misturado com iogurte grego (natural e magro, claro está - falamos disso na temática "gordura", ok?). São crunchy, como promete a embalagem, e continuam a ser docinhos, como se quer. Um match perfeito, portanto. E eu recuperei a minha fé na crença de que é possível comer saudável, mas ainda assim com sabor (e prazer!).

17 de outubro de 2016

Sobrevivi!

Prova superada! O primeiro dia de ginásio (em anos!) não terminou comigo em coma. Até agora - e atenção que não quer dizer que amanhã seja igual - consigo mexer todos os dedinhos do meu corpo, mãos e pés. Clap clap! Palmas para mim, que soube perceber que o melhor era fazer aulas de grupo de nível I em vez de me atirar às de nível III. (Oxalá essa sensatez me tivesse acompanhado no meu primeiro dia de ginásio de sempre, em que decidi começar a abrir com uma aula de Body Attack, seguida por uma aula de Yoga - estão a ver, não estão?! Só vos digo que todos os músculos do meu corpo tremiam na posição da cobra...)

Para já, dizer que estou super motivada para dar bom uso ao meu cartão livre-trânsito. E espero não fazer estas figuras no dia em que desbravar a zona das máquinas do ginásio.


Primeiro dia de ginásio...


 (o estado de espírito é mais ou menos este)
Go girl, tu consegues!