15 de dezembro de 2016

Desabafo de gaja #3

As boazonas, no ginásio, deviam usar Burka.

A deliciosa descoberta de Natal

Foi preciso chegar aos 33 anos para descobrir a verdadeira magia do Natal: as azevias.



Hum, coisinhas mais deliciosas. As primeiras que provei tinham recheio de grão. Entretanto, já provei as de batata-doce. Mas sei que existem outras combinações (abóbora, amêndoa...) e não sossego enquanto não as provar todas. As de grão, para já, são as preferidas. Nham, nham...

Queridas filhoses, amigas como dantes, mas vão deixar de ser o meu doce natalício preferido. Lamento. Ainda assim, para não quebrar a tradição, prometo que farei o esforço de açambarcar umas dez ou quinze de vocês acabadas de fritar e polvilhadas com açúcar e canela. Já se sabe que o Natal do Norte não passa sem um alguidar de filhoses quentinhas...C'est la vie.

Quanto às azevias, me aguardem! Vou encontrar forma de tornar a receita mais saudável (fazê-las no forno em vez de as fritar, por exemplo) e depois posso comer a dobrar com metade da culpa. Não apenas no Natal, mas durante todo o ano. Vai ser "um ver se t'azevias"! 😉

#anutricionistaquenemsonhe

14 de dezembro de 2016

Ao lume #2


Ovos mexidos com requeijão de ovelha e espinafres

- 2 ovos
- 1 punhado de espinafres frescos
- 1 requeijão de ovelha
- 50ml de natas de soja
- sal e pimenta

Mexer os ovos (com as natas) e temperá-los com sal e pimenta. Levar ao lume numa frigideira antiaderente e polvilhar com o requeijão desfeito e com os espinafres. Quando começar a colar ao fundo da frigideira, mexer levemente com uma espátula para envolver os ovos, o requeijão e os espinafres. Retirar quando os ovos estiverem sólidos mas ainda brilhantes para não secarem demasiado.

Bom apetite!

13 de dezembro de 2016

Fapo

O João não diz os "esses". Está na fase em que os substituiu por outras letras, quase sempre por "efes". O que origina palavras como "fapo". E eu sei que devia corrigir e estimular a pronunciação correcta, mas acho tão fofo que dou por mim a cantar com ele:

fapo, fapo, fapo
à beira do rio
quando o fapo canta
é porque tem frio.

🐸

b-day



A pessoa chega a uma certa idade e só quer passar despercebida. "Aniversário?! De quem?! Não faço ideia do que estão a falar". A sério, dá para ignorar a data e fingir que é um dia como outro qualquer? Agradecida.

* Já agora, serviço de quartos: é uma garrafa de champanhe, por favor. E não é para comemorar!

10 de dezembro de 2016

Família Tavares Costa (como veio ao mundo)


Uma espécie de auto-retrato, mas o pai desenhou a mãe e a mãe desenhou o pai. O João foi o director artístico de toda a obra.

7 de dezembro de 2016

Pinheirinho, pinheirinho...

Cá em casa nunca tivemos árvore de natal. O esposo não acha graça e a mim nunca me apeteceu gastar dinheiro em árvores e enfeites para serem apreciados unicamente por mim e, depois do natal, atirados para a despensa. Nos últimos dois anos, já com o João nas nossas vidas, ponderámos montar a árvore de natal, mas como ele era tão pequenino não iria ligar nenhuma com certeza. De maneiras que foi este ano. Com 2 anos e meio, o João já conhece e aprecia os símbolos natalícios: a árvore, o Pai Natal, as luzes, o presépio, os presentes... E tudo e tudo e tudo!

Felizmente, a escola do João encarrega-se de lhe ensinar o que é o presépio, caso contrário ele não saberia por nós. Nem eu nem o pai somos "católicos praticantes" (na falta de melhor terminologia, é o que me ocorre para designar quem acredita em qualquer coisa, mas não o demonstra de forma alguma), portanto o presépio não existe nem existirá na base da nossa árvore. Adiante...

A escolha da árvore foi fácil. Sabíamos, à partida, que não queríamos um enorme mamarracho de plástico, por dois motivos: falta de espaço e preço abusivo. Todas aquelas árvores pomposas que nos saltam à vista nas lojas custam uma fortuna. Para além disso, têm de ser preenchidas com enfeites, nada baratos se somarmos fitas com bolas e acrescentarmos estrelas e figurinhas. Tudo o que fica bonito custa dinheiro. E não é isso que importa. O que realmente importa é celebrarmos o Natal em família, e a árvore de natal é apenas um lembrete disso mesmo. Também não queríamos desflorestar o mato nacional, só para termos um espécime bonito de pinheiro a servir os nossos propósitos decorativos. Então a nossa escolha recaiu num pinheirinho do IKEA, ainda bebé, que pode chegar aos 2 metros de altura e que pode perfeitamente ser a nossa árvore de natal dos próximos anos. Agrada-me a ideia de ter uma árvore de natal "viva", com a mais-valia de não ser preciso encaixotá-la e arrumá-la na despensa durante 10 ou 11 meses. Durante esse tempo, o pinheirinho não estará transformado em árvore de natal, mas estará no nosso terraço, despido de bolas e bonequinhos, mantendo, ainda assim, os seus ramos bem verdinhos.


Pinheirinho, pinheirinho,
de ramos verdinhos
p'ra enfeitar, p'ra enfeitar
bolas, bonequinhos...

E viva a magia (e a ecologia) do Natal!